Política

Líderes políticos devem resolver conflitos em África

Os líderes políticos de África devem comprometer-se na resolução dos conflitos armados e nos vários problemas que ainda abalam a estabilidade das nações e minam o desenvolvimento do continente. O apelo foi feito ontem, em Luanda, pelo presidente do Fórum Internacional de Jovens Com as Embaixadas (FIJE).

24/11/2022  Última atualização 08H59
Líderes políticos devem resolver conflitos em África © Fotografia por: DR
Ao falar na abertura da II Edição do Fórum Internacional de Jovens Com as Embaixadas que teve início ontem e termina amanhã, Clinton Matias disse que os líderes africanos devem em conjunto dar atenção prática aos problemas que mais afligem a juventude do continente.

Dentre os problemas prioritários, frisou o presidente do FIJE, constam a resolução dos conflitos armados, a concretização dos programas de fomento à empregabilidade, habitação, educação, ensino, bem como a promoção da unidade entre as nações.

A África, frisou, precisa de líderes que primam pelo rigor e disciplina, organização, responsabilização e acima de tudo a valorização do capital humano, factor decisivo para o progresso do continente berço.

Em relação aos jovens, o presidente do FIJE exortou os jovens a terem esperança e confiança nos líderes, realçando que os mesmos têm o dever e a responsabilidade de tudo fazerem para concretizar os sonhos dos filhos da África.

O Fórum Internacional de Jovens Com as Embaixadas, referiu Clinton Matias, é uma iniciativa de jovens líderes africanos de várias organizações nacionais e internacionais, onde o diálogo cria um espaço e um instrumento para partilhar experiências e oportunidades empresariais, socioculturais, desportivas, formação académica.

De acordo com o presidente do FIJE, a realização do fórum é também uma oportunidade de se criar  sintonia  entre jovens de distintas nacionalidades para em comum unirem ideias capazes de desenvolver o continente, defendendo uma África unida, desenvolvida e economicamente sustentável.

Os jovens angolanos, disse Clinton Matias, sonham ver um continente melhor, uma África mais harmoniosa e íntegra, forte e sustentável que cuida dos seus filhos e de todos que trabalham para o seu desenvolvimento e o bem-estar das famílias, em particular.

Relativamente à presença dos embaixadores da China, do Reino da Bélgica e de Moçambique em Angola, presentes no fórum, o presidente do FIJE disse que os jovens angolanos e não só querem que as experiências e oportunidades se transformem numa "forte advocacia” junto das instituições, de forma a mitigar o índice de vulnerabilidade e pobreza das famílias.

Reino da Bélgica

O embaixador extraordinário e plenipotenciário do Reino da Bélgica em Angola, Jozet Smets, presente no fórum, disse que as reformas levadas a cabo pelo Executivo causaram confiança na comunidade internacional, em particular a União Europeia (UE).

A confiança que Angola conseguiu criar a nível internacional, frisou Smets, não é apenas uma retórica diplomática, mas sim, uma realidade. "Angola é um país que merece a confiança do Governo belga”, afirmou. O combate à corrupção, a melhoria do clima de negócio e de outros instrumentos jurídicos, frisou Jozet Smets, fez com que os empresários belgas e de outros países, visitassem Angola, semanalmente para realizar prospecção nas áreas de negócios em parceria com angolanos.

Mais do que a melhoria do ambiente de negócio em Angola, frisou Jozet Smets, é necessário investir muito no capital humano, como forma de permitir o desenvolvimento de Angola e do continente em geral.

Esta semana, frisou o diplomata, vão a Bélgica 60 jovens angolanos para uma formação oferecida pelo Alto Conselho de Diamantes de Antuérpia e 23 para uma outra formação oferecida pelo Instituto Técnico de Formação do Porto de Antuérpia, como forma de elevar o capital humano angolano.

Jozet Smets referiu, também, que a base para fazer negócio ou investimentos em qualquer país, muitas vezes não é só a questão do produto, ou ainda do dinheiro. É, sobretudo uma questão de confiança entre pessoas ou empresários.

"É fundamental que os empresários belgas e não só tenham confiança na classe angolana e assim sucessivamente”, afirmou o embaixador extraordinário e plenipotenciário do Reino da Bélgica em Angola.

O empresário e activista moçambicano, Joel William presente também na II edição do Fórum Internacional de Jovens Com as Embaixadas disse que está em Angola para estreitar parceria no sector empresarial com angolanos.

Joel William ao falar da sua experiência como activista e empresário referiu que o que falta em África para as coisas acontecerem é apenas a união entre as diferenças culturais, políticas, religiosas, históricas e até mesmo nos negócios.

África, frisou, é base de muitos recursos, mas que no entanto quem está a usufruir não são os africanos, mas sim outros povos vindos de nações distantes, sublinhando que devemos acabar com os conflitos que ainda assolam muitos países do continente.

A II edição do Fórum Internacional de Jovens Com as Embaixadas, além de debater sobre os problemas do continente, também foi uma oportunidade para a distinção ao Presidente da República, João Lourenço, na categoria "Paz e Resolução de Conflitos em África”, pelo empenho na pacificação da região dos Grandes Lagos.

Foi também distinguido com a categoria "Amigo de África”, a Embaixada da República Popular da China em Angola, pelo contributo no desenvolvimento do continente e em particular de Angola.

O Fórum Internacional de Jovens Com as Embaixadas decorre no mausoléu Agostinho Neto e nele participam mais de 800 pessoas vindas de Moçambique, Cabo Verde, Portugal e das 18 províncias de Angola

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