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Líderes internacionais lembram vítimas dos ataques

Os 20 anos dos ataques terroristas contra os EUA, a 11 de Setembro de 2001, foram ontem lembrados por líderes de diversos países, que realçaram a importância da defesa da liberdade e do combate ao ódio.

12/09/2021  Última atualização 10H06
Torres Gémeas de Nova Iorque foram atingidas por aviões comerciais sequestrados pela Al Qaeda © Fotografia por: DR
"Jamais esqueceremos. Sempre lutaremos pela liberdade”, escreveu, ontem, na sua conta na rede social Twitter, o Presidente francês, Emmanuel Macron, fazendo acompanhar a mensagem de um vídeo de uma bandeira norte-americana na escadaria do Palácio do Eliseu, em Paris.

Em Bruxelas, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, prestou homenagem às vítimas dos ataques 'jihadistas', escrevendo no Twitter que devem ser lembrados "aqueles que perderam as vidas” e que se devem "homenagear aqueles que arriscaram tudo para ajudá-los”.

"Mesmo nos tempos mais sombrios e difíceis, o melhor da natureza humana pode brilhar. A União Europeia pode brilhar. Devemos apoiar os Estados Unidos para defender a liberdade e a compaixão contra o ódio”, acrescentou Von der Leyen.
No Reino Unido, a rainha Isabel II prestou homenagem às vítimas dos ataques, assim como àqueles que então começaram a "reconstruir”, numa mensagem dirigida ao Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

"Os meus pensamentos e orações - e os da minha família e do país como um todo - permanecem com as vítimas, sobreviventes e famílias afectadas, bem como com os primeiros que socorreram e resgataram as vítimas”, escreveu a soberana, de 95 anos.

O Presidente italiano, Sergio Mattarella, expressou a solidariedade do seu país aos Estados Unidos e aos outros aliados "para conter qualquer ameaça terrorista”.

Na Suíça, o Presidente, Guy Parmelin, sublinhou, numa mensagem no Twitter, "a rejeição incondicional do terrorismo”, acrescentando que os ataques de 11 de Setembro "mudaram a política em todo o mundo e também tiveram um impacto na vida na Suíça”. Na Alemanha, o porta-voz da chanceler Angela Merkel, Steffen Seibert, prestou homenagem às vítimas dos ataques, escrevendo no Twitter que a Alemanha lembra as vítimas neste vigésimo aniversário da tragédia nos EUA.


O Primeiro-Ministro australiano, Scott Morrison, prestou homenagem "às 2.977 pessoas que perderam a vida naquele dia”, numa mensagem nas redes sociais, em que lembra a importância de nunca dar por garantidas "a nossa paz e a nossa liberdade”.

O Governo de Porto Rico realizou um acto comemorativo em memória das vítimas dos ataques terroristas de 11 de Setembro, lembrando as 42 vítimas nascidas naquela ilha caribenha.

O governador de Porto Rico, Pedro Pierluisi, foi acompanhado pelos presidentes das duas câmaras do Parlamento, durante as cerimónias. A Rússia mostrou-se disponível para relançar a cooperação com os Estados Unidos para combater o terrorismo, por ocasião da comemoração do vigésimo aniversário dos ataques de 11 de Setembro.


O embaixador da Rússia nos Estados Unidos, Anatoly Antonov, disse que a Rússia compartilha o luto dos Estados Unidos, pelos ataques de 2001, e garantiu que Moscovo está disponível para retomar o diálogo liderado pelos chefes da diplomacia das duas potências, em 2018-2019, sobre o combate ao terrorismo.
  A estratégia usada pela Al Qaeda de Bin Laden
No dia 11 de Setembro de 2001, quatro aviões comerciais foram sequestrados por terroristas da Al Qaeda, sendo que dois aparelhos colidiram de forma intencional contra as Torres Gémeas do World Trade Center, em Nova Iorque, que ruíram duas horas após o impacto.

O terceiro avião de passageiros colidiu no edifício do Pentágono, a sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, condado de Arlington, arredores de Washington D.C.
O quarto avião caiu num campo no Estado da Pensilvânia, depois de alguns passageiros e tripulantes terem tentado controlar o aparelho.

Não houve sobreviventes entre os passageiros dos aviões sendo que no total os ataques contra o território norte-americano fizeram mais de três mil mortos.

Os ataques terroristas da Al Qaeda de Bin Laden, durante a Administração de George W. Bush, provocaram a intervenção militar dos Estados Unidos contra o Afeganistão que começou a 7 de Outubro de 2001 e no dia 20 de Março de 2003 a invasão do Iraque.


Actualmente ainda decorre o processo judicial contra cinco homens acusados de participação e planificação dos atentados.
O processo foi formalmente iniciado em Fevereiro de 2008, por comissões militares dos Estados Unidos na base norte-americana de Guantánamo, em Cuba. A primeira audiência decorreu a 5 de Maio de 2012 e devem ser retomadas esta semana.

Entretanto, o Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, em plena crise provocada pela derrota norte-americana no Afeganistão, ordenou na semana passada a abertura de documentos classificados sobre a investigação do 11 de Setembro.


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