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Líder militar sudanês promete novo Governo

O chefe das forças armadas sudanesas, Abdel-Fattah al-Burhan, afirmou, ontem, que os militares estão comprometidos em formar um novo Governo e um Parlamento para a conclusão da transição democrática, depois da dissolução, na segunda-feira, do Executivo em funções.

27/10/2021  Última atualização 05H40
© Fotografia por: DR
Numa conferência de imprensa na capital, Cartum, Al-Burhan prometeu um novo Executivo que será "aceite pelo povo” e no qual estarão representados todos os estados do Sudão, após o conflito com algumas tribos locais, noticiou a agência Efe.

"Vamos conseguir a transição com a participação civil, insistimos que haverá um Governo civil que realizará connosco a transição e assim cumprirmos os objectivos acordados no documento constitucional”, indicou Al-Burhan, que assegurou que o texto assinado após o afastamento do Presidente Omar al-Bashir, em Abril de 2019, "não foi anulado”.

O general acrescentou que irão também ser reformulados os três organismos estipulados no documento constitucional para a fase de transição, iniciada em Agosto de 2019.

Al-Burhan detalhou que o Conselho Soberano, o mais alto órgão governamental, dissolvido na segunda-feira e para o qual cada estado sudanês poderá apresentar um candidato, será "concluído” nos próximos dias”.

Cada um dos 18 estados do Sudão terá ainda um ministro para o novo Conselho de Ministros e, por fim, haverá ainda um novo Conselho Legislativo, composto por "jovens da revolução”, de acordo com o líder das Forças Armadas.

O general sudanês prometeu ainda que instituições judiciais como o Tribunal Constitucional e o Conselho Superior da Magistratura, que serão "desligadas da política e independentes”, estarão concluídas antes do final do mês.

Abdel-Fattah al-Burhan anunciou, também, que o Primeiro-Ministro deposto, Abdalla Hamdok, preso pelos militares, está em sua casa e que seria libertado hoje.

"Ninguém o raptou ou agrediu, ele está em minha casa”, disse Al-Burhan, numa conferência de imprensa em Cartum, assegurando que "quando a situação se acalmar e a paz prevalecer, ele voltará para casa”.
A comunidade internacional tem vindo a pedir a libertação de Abdalla Hamdok.

A tomada do poder pelos militares na segunda-feira seguiu-se a semanas de crescente tensão política no país, intensificadas como uma tentativa de golpe de Estado.


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