Política

Líder do PRS reafirma federalismo para Angola

Bernardo Capita | Cabinda

Jornalista

O presidente do Partido de Renovação Social (PRS), Benedito Daniel, reafirmou, esta terça-feira, em Cabinda, a posição do seu partido transformar Angola num Estado Federal, a única forma de governo capaz de garantir uma autonomia “multifacetada” às províncias, visando combater as actuais assimetrias regionais.

17/08/2022  Última atualização 07H15
Líder Benedito Daniel elogia a forma como os concorrentes estão a orientar a campanha © Fotografia por: António Soares | Edições Novembro

Benedito Daniel, que discursava durante um acto político de massas, perante militantes, simpatizantes e amigos do PRS, no campo de futebol do bairro Chiweca, sul da cidade de Cabinda, assegurou que o sistema federativo que o PRS propõe para Angola, caso vença as Eleições Gerais de 24 de Agosto, vai conferir às províncias "uma autonomia muito bem partilhada, desde os domínios económico, político, jurídico e, finalmente, a partilha dos recursos naturais”.

De acordo com o também cabeça de lista do PRS a Presidente da República, com a materialização do sistema federal, Angola responderia "aos anseios tão almejados da população de Cabinda, sobre a autonomia inclusiva e substancial, por que sempre se bateu”.

Destacou que o federalismo defendido pelo PRS "é muito bem acolhido pelo povo de Cabinda, por ser a única forma política convincente da região ter a autonomia que sempre desejou".

O líder do PRS lembrou que dos encontros com a sociedade civil cabindense, durante a breve estada nesta parcela do território nacional, propôs as ideias que o seu partido sempre defendeu para a província mais a Norte de Angola, que é atribuição de uma autonomia inserida no governo federal.

Sobre a campanha do PRS na província, Benedito Daniel disse que o partido está a desenvolver-se satisfatoriamente, o que o deixa confiante num bom resultado no círculo eleitoral local.

"O partido está coeso e sólido. Nos últimos dias tem recebido muitos militantes suas fileiras, o que é muito bom”, disse Benedito Daniel, reiterando alcançar nas eleições de 24 de Agosto resultados animadores.

O politico louvou a forma harmoniosa como a campanha eleitoral tem estado a decorrer, com níveis de intolerância muito reduzidos. ”A campanha eleitoral tem decorrido no melhor desejo dos partidos políticos e também dos próprios cidadãos, que se têm mostrado muito disciplinados durante os actos políticos de massas", sublinhou Benedito Daniel, reiterando o apelo à população no sentido de transformar o pleito eleitoral numa verdadeira festa da democracia, respeitando as convicções ideológicas de cada uma das forças concorrentes.


Luta em prol dos jovens

Osecretário provincial da Juventude do Partido de Renovação Social (JPRS), braço juvenil do PRS, em Benguela, Carlos Soma, defendeu, ontem, a necessidade do Estado angolano trabalhar para resolver os problemas prementes dos jovens, criando incentivos para a sua sustentação sócioprofissional.

O político Carlos Soma, que falava no quadro da campanha de mobilização dos cidadãos para o voto no próximo dia 24 de Agosto, entende que um Governo, que se preze, deve pautar a sua gestão na busca contínua de soluções para o bem-estar da população, dando à juventude capacidade para se auto-realizar, sem condicioná-la com a questão da militância político-partidária.

 "Num governo a ser dirigido pelo Partido de Renovação Social, ninguém terá a sua vida condicionada para se afirmar como cidadão. Todos serão, acima de tudo o resto, tratados como angolanos. O cartão de militante não será condição para a nossa afirmação socioeconómica, mas sim a competência e capacidade inte-

lectual de ajudar a servir o país com dignidade e responsabilidade”, precisou. 

O secretário da JPRS, em Benguela, salientou que o seu partido, caso ganhe e venha a ser chamado a formar governo, vai investir todo o seu saber para garantir às novas gerações um ensino de qualidade, em-prego bem remunerado, habitação e ter todo o apoio para fruir dos benefícios da cultura e do desporto.  "São desafios que o PRS e o presidente Benedito Daniel se propõem resolver nos próximos cinco anos (...)”, sublinhou. O jovem político disse que grande parte desses problemas são facilmente resolvidos, bastando uma descentralização efectiva (e afectiva) do poder político-administrativo do Estado, tendo como base de sustentação o Federalismo para Angola.

Carlos Soma considera um erro grave pensar que os problemas da fome, da pobreza, do desemprego, da falta de habitação, da saúde, da educação e ensino podem ser resolvidos no formato da governação vigente.

 Na sua óptica, com um poder centralizado na Cidade Alta (entenda-se Presidente da República), a realização do país fica, irremediavelmente adiada, gerando mais desconfiança entre governantes e governados.  No quadro da governação do país, o Partido de Renovação Social (PRS), promote avançar para as autarquias, porque, no seu entender, vão deixar de existir as diferenças presentes nas províncias, resultantes de situações em que o poder é exercido num determinado centro do Estado.

Júlio Gaiano| Lobito

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