Política

Líder da UNITA promete abandonar comando do partido se for eleito Presidente da República

O líder da UNITA, Adalberto Costa Júnior, anunciou segunda-feira, em Malanje, que uma vez eleito Presidente da República vai suspender o vínculo com o partido e o comando da formação política para passar a governar apenas para o povo.

09/08/2022  Última atualização 08H20
Adalberto Costa Júnior defende a mudança da Lei de Terras © Fotografia por: Eduardo Cunha | Edições Novembro

O líder do galo negro, que falava durante um acto político de massas no espaço adjacente ao antigo mercado da Xawande, no bairro Carreira de Tiro, propõe ainda a revisão constitucional e permitir a eleição directa do Presidente da República.

Adalberto Costa Júnior disse que se pretende com esta intenção que o Presidente da República seja o único titular do poder Executivo, acrescentando ainda que isso contribuiria para a prestação de contas ao povo.

Referiu que a união de outros partidos políticos significa uma ruptura com o partido no poder e que a UNITA quer instituições do Estado que respeitem o cidadão e a legalidade. "O nosso grande propósito é realizar Angola e os angolanos”, disse.

Apontou ainda como prioridades a criação de um governo inclusivo, participativo e com uma governação de proximidade. Adalberto Costa Júnior quer ainda inverter a lei de terras para ser propriedade do povo.

Prometeu levar a paz à província de Cabinda e encontrar o estatuto dos conflitos daquela região do país que disse ser outro compromisso do seu partido. O cabeça-de-lista da UNITA defendeu o ensino subsidiado pelo governo.

Também destacou o potencial agrícola do país, daí ser "uma das principais prioridades para contribuir para a auto-suficiência alimentar e transformação de produtos do campo".

Adalberto Costa Júnior prometeu, igualmente, adequar a Educação às áreas de desenvolvimento das regiões e trabalhar para a dignificação do povo.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Política