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Líder da ONU pede alívio da dívida e mais investimento

O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, pediu neste domingo o alívio da dívida dos países africanos e mais investimentos para ajudar suas economias a se recuperarem da pandemia da Covid-19 e resistirem aos impactos da guerra na Ucrânia.

02/05/2022  Última atualização 11H10
© Fotografia por: DR

O chefe das Nações Unidas falou no Senegal na primeira etapa de uma viagem que também incluirá Níger e Nigéria, onde visitará comunidades afectadas por conflitos e mudanças climáticas. As interrupções no fornecimento devido à invasão da Ucrânia pela Rússia causaram crises simultâneas de alimentos, energia e finanças na África e além, disse Guterres.

A pandemia do coronavírus levou muitos países pobres ao endividamento e a guerra na Ucrânia interrompeu a recuperação económica, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI). Os índices da dívida pública na África Subsaariana estão no nível mais alto em mais de duas décadas, disse o FMI na semana passada.

"As instituições financeiras internacionais devem implementar urgentemente medidas de alívio da dívida aumentando a liquidez e o espaço fiscal, para que os governos possam evitar o calote e investir em redes de segurança social e desenvolvimento sustentável”, disse Guterres.

As Nações Unidas fizeram propostas ao Banco Mundial e ao FMI sobre a mobilização de vários fundos e instrumentos de alívio da dívida, mas até agora as medidas tomadas têm sido insuficientes, acrescentou, pedindo aos países ricos e empresas farmacêuticas que acelerem as doações de vacinas da Covid-19 e invistam na produção local de vacinas, com quase 80 por cento da população africana ainda não vacinada contra a Covid-19.

"Além da vacinação, vemos grandes desequilíbrios quando se trata de investimentos na recuperação pós-Covid”, disse ele, acrescentando que o crescimento económico per capita deve ser 75 por cento menor na África do que no resto do mundo nos próximos cinco anos.

Guterres disse que visitou uma unidade de fabricação de vacinas em Dakar com o Presidente do Senegal, Macky Sall, que em breve estará equipada para produzir vacinas contra a Covid-19 e outras doenças.

Um executivo da Aspen Pharmacare da África do Sul disse à Reuters mais cedo, no entanto, que a primeira planta de vacinação contra a Covid-19 de África, apontada como pioneira no ano passado, agora corre o risco de fechar depois de não receber um único pedido.

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