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Líder da Junta Militar reforça o seu poder

O general que liderou o mais recente golpe militar no Sudão renomeou-se, ontem, como chefe do órgão governativo interino dirigido pelo Exército.

13/11/2021  Última atualização 06H15
General Al Burhan confirma colaboradores próximos © Fotografia por: DR
Segundo a Efe, que dá a notícia, não houve uma reacção imediata dos grupos pró-democracia ao movimento do general Abdel-Fattah al Burhan anunciado pela televisão estatal, mas as Nações Unidas manifestaram já a sua preocupação com a situação.

Vários outros membros da junta militar que fizeram parte do conselho anterior chefiado por Burhan continuam no poder. Entre eles está o poderoso líder paramilitar Mohammed Hamdan Dagalo, como vice-presidente. Burhan reconduziu, também, três outros generais que haviam servido no conselho anterior.

A mudança de alguns membros da actual Junta Militar é vista como um sinal de que Burhan está a aumentar o seu controle sobre o país, duas semanas depois de liderar um golpe contra dirigentes civis.Desde o golpe de 25 de Outubro, mais de 100 funcionários do Governo e líderes políticos foram detidos, bem como um grande número de manifestantes e activistas. Pelo menos 14 manifestantes anti-golpe foram mortos devido ao uso excessivo de força pelos agentes de segurança, segundo médicos sudaneses e as Nações Unidas.

Na quinta-feira, o porta-voz das Nações Unidas disse que os desenvolvimentos no Sudão eram "preocupantes”, no mesmo dia em que o enviado da ONU ao país avisou que "a janela para uma resolução pacífica da crise estava a fechar-se”.

Os desenvolvimentos no Sudão, incluindo a nomeação de um novo Conselho Soberano, "são de grande preocupação”, admitiu o porta-voz da ONU, acrescentando: "Queremos que a transição seja retomada o mais rapidamente possível e exigimos a libertação do Primeiro-Ministro, Abdallah Hamdok, bem como de outros políticos e líderes que foram detidos”. "Continuamos seriamente preocupados com relatos de novas acções unilaterais por parte dos militares, que vão contra o espírito e a letra da declaração constitucional”, disse a embaixadora britânica na ONU, Barbara Woodward, aos jornalistas, depois da reunião.

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