Política

Líder da FNLA reúne com ex-concorrentes

Bernardino Manje

Jornalista

O novo presidente da FNLA, Nimi a Simbi, vai promover encontros com os candidatos derrotados no último Congresso, com quem deverá abordar o futuro do partido, bem como a composição do novo Comité Central, revelou, ontem, uma fonte do Jornal de Angola daquela formação política.

27/09/2021  Última atualização 09H56
© Fotografia por: DR
A mesma fonte disse que o Comité Central saído do Congresso realizado de 16 a 19 deste mês ainda tem vagas por preencher e este deverá ser um dos assuntos em discussão nos encontros entre Nimi a Simbi e os candidatos derrotados.

Nimi a Simbi foi eleito presidente da FNLA com 328 votos, contra 322 do ex-presidente, Lucas Ngonda, 136 de Fernando Pedro Gomes, 73 de Carlitos Roberto e 58 de Tristão Ernesto.

O novo presidente da FNLA prometeu um partido mais dinâmico, congregador, organizado e com postura. Em declarações ao Jornal de Angola, depois de ter sido confirmada a eleição, admitiu, inclusive, a possibilidade de convidar para a direcção os candidatos derrotados, "para juntos trabalharem na reunificação da FNLA, visando os desafios futuros”.

O político afirmou que vai procurar, numa primeira fase, reunificar todos os militantes e reorganizar o partido para a recuperação do espaço político perdido e melhorar os resultados nas próximas eleições.

Uma outra fonte do partido contactada pelo Jornal de Angola elogiou a iniciativa de Nimi a Simbi de reunir com os candidatos derrotados e, com eles, buscar a reunificação da FNLA. "Notamos que o novo presidente está a ser inclusivo e achamos que está no bom caminho”, sublinhou.

Segundo ainda a mesma fonte, Nimi a Simbi não tem outra saída, a não ser a promoção da unidade do partido. "Se a nova liderança for no sentido de apaziguar os militantes e unir o partido, poderá ter êxito, mas se partir para a retaliação, não terá sucesso, porque isso só vai potenciar a criação de mais alas no partido”, alertou.

Nimi a Simbi tem uma folha de serviço na FNLA iniciada enquanto estudante universitário e membro da Associação de Estudantes, no ex-Zaíre, actual República Democrática do Congo, tendo chegado às estruturas centrais da direcção, em 1991. Membro do Bureau Político, foi primeiro secretário nacional para os Assuntos Políticos, secretário-geral interino e vice-presidente do partido.

Mestre em Psicologia do Trabalho, é professor da Faculdade de Ciências Sociais, onde lecciona dentre outras disciplinas, Estatística Descritiva, Estatística Indutiva, Análise Estatística e Estudo do Mercado de Trabalho.

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