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Líbia: Rejeitada candidatura presidencial de filho do ex-ditador Kadhafi

A comissão eleitoral da Líbia rejeitou esta quarta-feira (24) a candidatura às eleições presidenciais de 24 de Dezembro de Seif al-Islam Kadhafi, filho do antigo ditador líbio Muammar Kadhafi.

24/11/2021  Última atualização 21H10
Seif al-Islam Kadhafi © Fotografia por: DR
Em comunicado, a Alta Comissão Eleitoral (HNEC, na sigla em português) publicou uma lista de 25 candidatos cujos processos foram rejeitados, onde se inclui o filho do antigo líder da Líbia, que tinha anunciado a candidatura em 14 de Novembro.


Seif al-Islam Kadhafi é procurado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes contra a humanidade e o HNEC explicou que não validou estas candidaturas por irregularidades em vários documentos e ainda devido a missivas que lhe foram dirigidas pelo Ministério Público, o chefe da Polícia Criminal e o presidente do Departamento de Passaportes e Nacionalidade.


O anúncio da candidatura de Seif al-Islam Kadhafi, de 49 anos, que até então estava em parte incerta, causou surpresa. No final de Julho, o filho de Muammar Kadhafi tinha revelado, em entrevista ao jornal New York Times, um possível regresso à política.


O HNEC tinha divulgado na terça-feira que 98 candidatos, incluindo duas mulheres, apresentaram candidatura para concorrer ao cargo de chefe de Estado. Entre os candidatos destacam-se o marechal Khalifa Haftar, que controla parte do leste e sul da Líbia, o influente ex-ministro do Interior, Fathi Bachagha, e o chefe do governo interino, Abdelhamid Dbeibah. Os três viram a sua candidatura ser validada pelo HNEC, revelou este órgão na quarta-feira.


Para a eleição do chefe de Estado - a primeira por sufrágio universal na Líbia - a apresentação de candidaturas teve lugar exclusivamente em três gabinetes da Alta Comissão Eleitoral: em Tripoli (oeste), Benghazi (leste) e Sebha (sul). Juntamente com as eleições legislativas a realizar em Janeiro, estas eleições - o culminar de um processo político patrocinado pela ONU -, deverão virar a página de uma década de caos, desde a queda do regime de Kadhafi em 2011, e pôr fim às divisões e lutas fratricidas entre dois campos rivais, um no oeste do país e o outro no leste.

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