Sociedade

Lançado repositório para a divulgação de obras científicas

Alberto Quiluta

Jornalista

A ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação garantiu que com o lançamento, quarta-feira, em Luanda, do Repositório Angolano de Acesso Aberto (RAnAA), o Executivo espera uma maior divulgação das publicações científicas nacionais.

13/06/2024  Última atualização 11H55
Maria do Rosário Bragança apontou as vantagens a serem sentidas na investigação científica © Fotografia por: Arsénio Bravo | Edições Novembro

Maria do Rosário Bragança, que discursava na abertura da I Conferência sobre Ciência Aberta da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), durante a qual foi lançada o RAnAA, esclareceu que esta plataforma visa a melhoria dos indicadores de qualidade e quantidade das obras científicas na região e no mundo.

"Estes dois projectos prevêem capacitar e realizar eventos sobre a operacionalização do Plano Estratégico Multilateral nos domínios da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior da CPLP”, referiu.

A ministra explicou que a plataforma da RAnAA tem como objectivo a facilitação do acesso à informação científica para docentes, investigadores, estudantes, bem como o aumento da visibilidade na investigação, promoção na difusão e gestão da informação sobre a produção científica nacional.

Com base nas iniciativas locais e regionais, disse, pretende-se aumentar as parcerias e partilhas de informações científicas, para o benefício da ciência na sociedade, de modo a disponibilizar conhecimentos multilingues e torná-los acessíveis a todos. Maria Rosário Bragança informou, também, que as iniciativas vão permitir a criação e avaliação da comunicação do conhecimento científico na sociedade.

Ao referir-se ao Repositório Científico Angolano de Acesso Aberto, informou que, numa primeira fase, será coordenado pelo Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação e permitirá a integração regional da CPLP.

A ministra reafirmou o compromisso de Angola com a promoção da equidade, numa comunicação científica mais aberta, inclusiva local e relevante, na perspectiva de conhecimento aberto, colaborativo e no domínio público.

A governante anunciou que, nos próximos dias, um grupo composto por representantes das instituições de ensino superior estará envolvido na formação sobre gestão do Repositório Científico, no âmbito do Repositório da CPLP e na formação do projecto angolano para a criação de capacidade institucional, para a gestão do repositório nacional e dos institucionais, que já estão a ser criados.

João Ima Panzo, em representação do secretariado executivo da CPLP, considerou que a consolidação da cooperação científica e tecnológica entre os Estados-membros concorre para a promoção da ciência aberta que, por sua vez, reforça o compromisso com a Agenda 2030 das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável.

Para Ima Panzo, a ciência aberta representa uma inovação no processo científico, baseada na partilha e na difusão do conhecimento e potencial das tecnologias digitais.

"A cooperação da CPLP no sector da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior afirma-se como um verdadeiro instrumento para influenciar os Estados-membros a consolidarem os sistemas nacionais de ciência e ensino.

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