Política

Lançado apelo à participação na segurança rodoviária

Geraldo Quiala

Jornalista

O Vice-Presidente da República, Bornito de Sousa, afirmou, domingo (21), em Luanda, que o país deve contar com a participação de todas as forças da Nação capazes de influenciar a segurança no trânsito, como a sociedade civil e em especial a família, a comunidade, a escola, a academia, a igreja, o sector privado, os líderes comunitários e as associações juvenis, na divulgação e implementação da Estratégia Nacional de Prevenção e Segurança Rodoviária.

22/11/2021  Última atualização 08H12
Bornito de Sousa exortou todos a assumirem que é possível fazer um pouco mais e melhor © Fotografia por: DR
Em mensagem por ocasião do Dia Mundial em Memória das Vítimas de Estrada, assinalado ontem (21), o também coordenador do Conselho Nacional de Viação e Ordenamento do Trânsito (CNVOT) disse que uma das formas de fazer mais e melhor é aderir à iniciativa "Década de Acção pela Segurança no Trânsito 2021-2030”, lançada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a 28 de Outubro do corrente ano, em Genebra, com a "ambiciosa meta de prevenir pelo menos 50% das mortes e lesões no trânsito até 2030”.

Em Angola, os dados oficiais demonstram um crescimento no número de cidadãos afectados por esse flagelo em relação ao ano passado: só nos últimos nove meses (de Janeiro a Setembro), o país registou 8.950 acidentes (+1.936 que no ano anterior), 1.845 mortos (+477) e 9.645 feridos (+2.131).

Segundo o Vice-Presidente da República, a este aumento, justificado, em parte, com a maior circulação de pessoas e bens fruto do levantamento das medidas restritivas impostas por força da prevenção à Covid-19, não é alheio o desrespeito às normas do Código de Estrada, com destaque para a condução em estado de embriaguez, o excesso de velocidade, as manobras perigosas, a má travessia de peões, mas também a falta de iluminação nas estradas, o mau estado técnico dos veículos e, nalguns casos, das vias de comunicação.

De acordo com Bornito de Sousa, o CNVOT como órgão de consulta do Titular do Poder Executivo, João Lourenço, em matérias relativas à viação e ordenamento do trânsito a nível nacional, constatou "com bastante preocupação que a faixa etária mais visada pela sinistralidade rodoviária, em que se destacam os atropelamentos, as colisões entre motociclos e automóveis, capotamentos e as colisões entre automóveis, situa-se dos 10 aos 47 anos de idade, uma franja da sociedade que muito tem para contribuir para o desenvolvimento do país”.

Para o Vice-Presidente da República, ao assinalar-se o 16º ano desde a institucionalização desta efeméride pela ONU, deve-se ter a coragem de assumir que é possível fazer um pouco mais e melhor. "Devemos fazê-lo cientes das inúmeras limitações e desafios com que se deparam todos os dias, quer os agentes e oficiais destacados no terreno para ajudar a regular e fazer fluir o trânsito rodoviário, como as entidades  políticas e administrativas”, acrescentou.

Bornito de Sousa reiterou que, para tal, sempre que possível, de acordo com o contexto do país, recursos disponíveis e capacidade, deve-se ajustar os planos nacionais e locais de sinistralidade rodoviária ao Plano Global para a Década de Acção desenvolvido pela OMS e as comissões regionais da ONU, em cooperação com outros parceiros da UN Road Safety Collaboration, que recomenda um conjunto de acções elaboradas a partir de intervenções comprovadas e eficazes, bem como das melhores práticas para a prevenção de lesões no trânsito.

Assinalou-se, domingo (21), o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Estrada, data instituída há 16 anos pela Assembleia Geral das Nações Unidas, através da resolução 60/A, de 25 de Outubro de 2005, e visa consciencializar o mundo sobre a necessidade de uma reflexão profunda e acções concretas contra a sinistralidade rodoviária, considerada "pandemia global” que, de acordo com dados da OMS, provoca anualmente mais de 1,3 milhões de mortes evitáveis e cerca de 50 milhões de feridos, tornando-se a principal causa de morte de crianças e jovens em todo o planeta Terra.

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