Opinião

Lágrimas sofríveis da bola!

Miguel Ângelo

O dia de sexta-feira(2), no Mundial do Qatar, foi de lágrimas. Saídas das profundezas do amor à uma pátria! De um lado, os adeptos da Coreia do Sul em copiosa choradeira, de emoção, pela qualificação sofrível para os “oitavos” de final, depois de uma surpreendente vitória, 1-2, frente a Portugal.

03/12/2022  Última atualização 07H20
Do outro extremo, mas em amargurado "rio” de choro, estavam os adeptos e atletas do Uruguai, que apesar da vitória diante do Ghana, não conseguiram a qualificação. Quem viu o estado de alma como ficou Luis Suárez, facilmente compreenderá a dimensão da dor.

O futebol, como se diz na gíria, tem uma enorme capacidade de, em fracção de segundos, "faltar ao respeito” à resistência dos sentimentos,transformando-os em binómios: alegria e tristeza!

Mas, recuemos um dia antes: os adeptos do Japão, país com pouquíssima tradição futebolística, foram à loucura depois de garantir a qualificação à fase seguinte da prova. Já a poderosíssima Alemanha, à partida favorita à conquista do troféu, levou ao desespero os seus adeptos. Choro no seio da "mannschaft”...com Neuer a reflectir todo o sentido de "raiva” pela saída inglória.

   Os dias no Qatar têm sido, absolutamente, marcados por emoções que exigem cuidados redobrados dos batimentos cardíacos. Nenhum adepto está preparado para ver a sua selecção a ser afastada da competição.

    Fernando Santos, seleccionador português, temperado e calejado nestas andanças, diz mesmo que "uma derrota nunca é boa”. O que dizer, então, de uma eliminação? É um duro golpe às ambições traçadas, mesmo sabendo ser quase que um "sonho proibido”, longe dos pergaminhos de muitas as selecções presentes no Qatar.

O importante é acreditar até ao fim. Foi assim nos jogos Espanha-Japão, Portugal-Coreia do Sul e Croácia-Bélgica. A bola, ou fascínio do futebol, fez os seus estragos e as lágrimas, mesmo as de alegria e dor, foram o único amparo para os adeptos das selecções que ficaram pelo caminho.       

 Lukaku, avançado belga, tinha tudo para fazer história, mas, infelizmente, foi ineficaz na finalização no jogo com o Canadá. Resultado: chorou no peito de Thierry Henry.

Se a magia do futebol permitir, em breve seremos nós, angolanos, a chorar, de emoção e tristeza, em solidariedade ao destino das equipas africanas no Mundial. Por se ter cidadãos desses países a viverem em Angola. Nossos vizinhos!

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