Sociedade

Laboratório de Criminalística é inaugurado hoje no Bengo

José Bule|Caxito

Jornalista

O Laboratório Regional de Criminalística a ser inaugurado hoje, na província do Bengo, pelo ministro do Interior, Eugénio César Laborinho, vai facilitar a realização de exames técnico-científicos dos vestígios encontrados em locais de crime, principalmente das substâncias que muitas vezes não são passíveis de comprovação de campo, buscando-se respostas de como fora perpetrada a infracção penal, vinculando-se ao seu autor ou autores, através da determinação do nexo de causalidade.

27/11/2021  Última atualização 07H45
A Polícia Nacional está cada vez mais apostada em melhorar os serviços que presta à população © Fotografia por: Edmundo Eucílio | Edições Novembro
De acordo com o director do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa (GCII) do Serviço de Investigação Criminal (SIC), a actividade se enquadra no âmbito das festividades do 46º aniversário daquele órgão policial.

O superintendente de investigação criminal Manuel Halaiwa disse que o empreendimento vai atender as províncias do Bengo, Cuanza-Norte e Uíge, para ajudar a desafogar o Laboratório Central de Criminalística do SIC, em Luanda, que recebe elementos de prova recolhidos em todas as províncias do país.

"Estamos a falar, por exemplo, de alguns exames de balística ou perícias às armas de fogo que eram, maioritariamente, feitas no laboratório central. Mas a partir de amanhã (hoje), depois da inauguração deste laboratório, felizmente, já teremos aqui uma área de balística forense”, destacou o responsável.

Manuel Halaiwa acrescentou que o novo Laboratório de Criminalística terá quatro áreas de funcionamento. Informou que a área de Balística Forense vai facilitar a realização de perícias às armas de fogo apreendidas e utilizadas num determinado local de crime, para determinar se a arma produziu ou não o disparo que vitimou certa pessoa.

O director do GCII do SIC esclareceu que a área de Química Forense vai desempenhar um papel importante no combate ao narcotráfico. "O Bengo é uma área de trânsito de drogas leves, fundamentalmente a cannabis (liamba), mas o laboratório também está equipado para examinar drogas mais pesadas, como a cocaína”, referiu.

Manuel Halaiwa avançou que a área de Documentologia Forense permite determinar rapidamente a autenticidade dos documentos e notas falsas ou falsificadas, enquanto a de Perícia no Local do Crime é constituída por um grupo de especialistas (peritos forenses) que se deslocam aos locais onde são realizados crimes e fazem a recolha de todas as evidências criminais, com o auxílio de viaturas (laboratórios móveis).

Disse ainda que, no quadro da triagem da recolha de evidências, os exames ocorrem no local para se evitar o que acontecia no passado. "O Laboratório de Criminalística tem uma função fundamental na área processual, porque ajuda na produção de provas que são validadas ou aceites para as audiências de julgamento. É um auxiliar directo da área processual, para o esclarecimento de crimes e sobretudo para a determinação da autoria material das acções maliciosas”, concluiu.

À margem da inauguração do Laboratório Regional de Criminalística, a província do Bengo acolhe, também hoje, o acto central das festividades do SIC, sob o lema "Com disciplina, rigor e profissionalismo, comemoremos o 46º aniversário da investigação criminal”.

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