Opinião

Kwenda "caminha" bem

A palavra kwenda, na língua nacional Kimbundu, significa caminhar e com o actual programa homónimo, lançado oficialmente em 2020, que prevê a transferência de uma renda mensal fixa às famílias mais vulneráveis, o Executivo pretende fazer andar as coisas, social e economicamente, ao nível do referido segmento.

28/01/2022  Última atualização 06H50
Oficialmente designado de Programa de Fortalecimento da Protecção Social – Kwenda, o programa está a mudar o panorama social e económico de numerosas famílias, com os resultados até agora alcançados.

Com o apoio do Banco Mundial, o projecto está com as atenções viradas para mais de um milhão de famílias angolanas em condições de vulnerabilidade, numa altura em que a afectação directa da renda mensal está a permitir uma verdadeira "revolução" nas comunidades. Segundo algumas vozes, o Kwenda anda na medida em que permite a injecção de dinheiro nas comunidades em que se inserem as famílias vulneráveis, realidade que levará às famílias a tomarem iniciativas com as rendas recebidas.

Em muitas localidades em que o Kwenda começa a dar o ar da sua graça, o dia-a-dia das famílias está a mudar porque proporciona não apenas possibilidade de resolver alguns problemas, mas também de dar início a pequenos negócios.

É possível que, inicialmente, muitos sectores tivessem levantado dúvidas sobre a eficácia da iniciativa e o impacto junto das comunidades, ali onde o exercício ocorreu e ocorre com os resultados que conhecemos.

Hoje, são as próprias famílias, os economistas  e demais especialistas que falam sobre o que mudou com o programa "Caminhar", contrariando numerosas expectativas baseadas no cepticismo e dúvidas.

"Posso dizer que aquilo que o Governo nos deu é para satisfazer algumas necessidades e também para quem sabe gerir. Surgiu como oportunidade de formar um pequeno negócio", confidenciou à comunicação social um dos beneficiários do plano.

De acordo com o balanço inicial feito há dias, em que foram apresentados números exactos das transferências e beneficiários,  numa reunião de balanço presidida pela ministra de Estado para Área Social, Carolina Cerqueira, o Kwenda superou as expectativas.

"Com os resultados que já produziu, achamos ser uma boa oportunidade para partilharmos, hoje, informações sobre a operacionalização geral e local do mesmo e fornecermos dados actualizados sobre as metas alcançadas, que comprovam o compromisso do Executivo na mitigação, a curto e médio prazos, das vulnerabilidades que afectam, sobretudo, as crianças, idosos, deficientes e mulheres, chefes de família beneficiados, com a perspectiva imediata de superação da condição de pobreza em que se encontram os seus agregados familiares”, disse a governante.

No fundo, o facto de as famílias afectadas pela entrega directa de renda exercerem alguma actividade  geradora de rendimentos nos domínios da agricultura, pecuária, pescas, artesanato, corte e costura, moto-táxi, entre outras, representa um marco significativo na vidas famílias.

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