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Kwenda cadastrou mais de trezentas mil famílias no país

O Programa de Fortalecimento da Protecção Social "Kwenda" cadastrou, até ao dia 25 deste mês, 310.842 agregados familiares de 24 municípios de todo o país, tendo ultrapassado a meta prevista para este ano, que era de 300 mil.

28/12/2020  Última atualização 10H14
Ministra de Estado para a Área Social, Carolina Cerqueira, coordena o programa © Fotografia por: João Gomes |Edições Novembro
De acordo com um comunicado da Comissão Intersectorial  de Coordenação do Programa de Fortalecimento da Protecção Social (Kwenda), foram cadastrados até o dia 25, 310.842 agregados familiares de quase todas as províncias, excepto os municípios do Uíge.

O documento realça que o cadastramento do processo para a província do Uíge arranca apenas no primeiro trimestre do próximo ano e vai beneficiar  98 comunas, 2.410 aldeias e bairros. Citada no comunicado, a ministra de Estado para Área Social, Carolina Cerqueira, coordenadora da Comissão Intersectorial, expressou o reconhecimento aos serviços responsáveis pela operacionalização do programa, pela dedicação, empenho e disciplina, manifestado na superação das metas.

Carolina Cerqueira encorajou os envolvidos a continuarem com a mesma dinâmica, tendo em conta a importância do Programa, cuja robustez e impacto na vida das famílias e das comunidades, tem marcado uma nova era na protecção social em Angola. Na nota, a Comissão intersectorial recorda que o Kwenda  arrancou com uma fase piloto,  que decorreu de Maio a Julho deste ano, em cinco municípios, nomeadamente Nzeto, na província do Zaire, Ombandja, no Cunene, Cacula, província da Huíla, Cuito Cuanavale, no Cuando Cubango e Cambundi Catembo, em Malanje.

Em Agosto decorreu a fase de expansão, com a entrada dos municípios de Quiculungo (Cuanza-Norte), Quilengues (Huíla), Quiçama e Icolo e Bengo (Luanda), Luquembo (Malanje), Seles e Hebo (Cuanza-Sul), Curoca (Cunene), Andulo (Bié), Mungo e Londuimbali (Huambo), Chongoroi (Benguela), Virei (Namibe), Belize (Cabinda), Muconda (Luanda-sul), Dembos (Bengo), Luau (Moxico) e Cuango (Lunda - Norte). 

Em seis meses de implementação do programa, acrescenta a nota, foram criados e já estão em funcionamento, quatro Centros de Acção Social Integrada (CASI), dos 19 previstos até 2023 no Nzeto, Cacula, Cuito Cuanavale e Ombandja.

Com o funcionamento dos Centros de Acção Social Integrada mais de três mil famílias beneficiaram de acções educativas e acederam a documentos de identificação  e têm servido de canal de apresentação de queixas e reclamações.

Segundo a nota, no que concerne à questão das Transferências Sociais Monetárias (TSM), o programa visa a atribuição, a cada família, de 25.500 Kz por trimestre, através de três modalidades de pagamento, nomeadamente o cartão multicaixa, o telefone "Mobile Money” e em cash.

 O documento refere que para o próximo ano está prevista a "entrada em força da componente de inclusão produtiva", que prevê apoiar, com acções de geração de renda das famílias seleccionadas no Programa, com destaque para a Agricultura e a operacionalização do Fundo Rotativo de Inclusão.

 O Programa garante o reforço do Cadastro Social Único como plataforma que vai  reunir os dados dos cidadãos em situação de vulnerabilidade para beneficiarem das iniciativas do Executivo. O cadastramento, realça a nota, é levado com muito rigor, de casa em casa, com a utilização do Sistema de Informação Integrado de Protecção Social (SIIPS), que confere lisura e fiabilidade aos dados, protegendo-os de qualquer interferência.

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