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Kwenda beneficia acima de 14 mil famílias vulneráveis

Weza Pascoal| Menongue

Jornalista

Pelo menos, 14.202 agregados familiares do município do Cuito Cuanavale, que vivem em situação de vulnerabilidade nas comunas de Longa, Baixo Longa e Lupiri, estão a receber, desde terça-feira, 25.500 kwanzas cada, no âmbito da segunda fase do Programa de Fortalecimento do Sistema de Protecção Social das Famílias denominado Kwenda.

24/12/2021  Última atualização 08H35
Acto público de expansão do programa Kwenda decorreu no Bairro Novo, localizado a 17 quilómetros da sede comunal do Cuito Cuanavale © Fotografia por: Edições Novembro
O acto público de expansão do Kwenda foi dirigido pelo governador provincial do Cuando Cubango, José Martins, no Bairro Novo, 17 quilómetros da sede comunal do Cuito Cuanavale, onde cada uma das famílias presentes beneficiou de um cartão multicaixa da rede Banco Angolano de Investimentos (BAI), carregado com 25.500 kwanzas, que correspondem a uma renda mensal fixa de 8.500 kwanzas.

O chefe dos serviços do Instituto de Desenvolvimento Local, adstrito ao Fundo de Apoio Social (FAS), Zeferino Mateia Cavalo, fez saber que a fase piloto do Kwenda, no Cuando Cubango, foi lançada em Maio de 2020, no Cuito Cuanavale, com a assistência de 907 agregados familiares em situação de pobreza extrema.

Explicou que o programa comporta quatro componentes, nomeadamente as transferências sociais monetárias, que trimestralmente atribuem 25.500 kwanzas a cada agregado familiar, a inclusão produtiva, que visa apoiar as iniciativas económicas das famílias, a municipalização da acção social, que tende aproximar os serviços sociais aos cidadãos, e o reforço do cadastro social único, a base que reúne os dados dos cidadãos em situação de pobreza.

Zeferino Mateia Cavalo disse que no Cuito Cuanavale já é possível ver as acções positivas do Kwenda, porque a maior parte das famílias contempladas usou racionalmente o dinheiro na produção agrícola e na criação de animais de pequeno porte, o que tem aliviado as dificuldades alimentares das pessoas.

Realçou que o programa está avaliado em 420 milhões de dólares, sendo 320 milhões provenientes do Banco Mundial e 100 milhões do Tesouro nacional. Nos próximos dias, serão contempladas as famílias carenciadas dos municípios do Cuchi e Rivungo, no sentido de se dar soluções às necessidades das populações.

O administrador municipal em exercício do Cuito Cuanavale, Cláudio Osvaldo Nunda, agradeceu o FAS pela escolha do município, que serve de incentivo à prática da auto-sustentabilidade das famílias e combate à pobreza. Fez saber que o programa no município está a ser monitorizado por um grupo de 53 agentes de Desenvolvimento Comunitário e Sanitário (ADECOS), que já trabalharam no cadastramento de 15.109 famílias vulneráveis, sendo 907 na primeira fase e 14.202 na segunda fase.

Na ocasião, o governador José Martins "Mwene Vumba” disse que o Executivo está preocupado com o estado de vulnerabilidade da população e, para minimizar os efeitos da pobreza das famílias, assumiu como principal prioridade a promoção de programas sociais, em que se destacam Kwenda, Combate à Fome e à Pobreza e Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM).

Por essa razão, apelou aos responsáveis dos gabinetes provinciais da Agricultura e do Desenvolvimento Económico a materializarem as políticas locais em toda a extensão do território do Cuando Cubango, para que a população possa produzir mais alimentos no campo, para o seu auto-sustento.

Acrescentou que o Governo vai continuar a se responsabilizar pela distribuição de inputs agrícolas, para o aumento da produção de mandioca, milho, massango, feijão e outras culturas, sobretudo nas zonas ribeirinhas, no sentido de se obter resultados positivos num curto espaço de tempo.

O responsável solicitou às famílias contempladas a aplicarem, convenientemente, os subsídios, para que o Governo atinja as metas preconizadas e as famílias deixem de viver em situação de pobreza extrema. Ainda no Cuito Cuanavale, José Martins testemunhou a entrega de uma moageira comunitária aos habitantes do bairro histórico do Sá Maria, orçado em aproximadamente três milhões de kwanzas, adquirida no quadro do projecto "Orçamento Participativo” do Comité Técnico de Gestão do Orçamento dos Municípios.

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