Economia

Kwanza valoriza 15,1 por cento

A consultora Fitch Solutions prevê que a moeda de Angola ganhe 15,1 por cento este ano, para 514,39 kwanzas por dólar, depois do forte ano de 2021, o que revela também melhoria face às outras principais moedas africanas.

25/01/2022  Última atualização 08H35
Relatório da Fitch garante que a moeda angolana está a ganhar terreno ante várias congéneres incluindo a referência do dólar © Fotografia por: DR
"Antevemos que o Kwanza aprecie 15,1 por cento, em média, para 514,39 kwanzas por dólar em 2022, depois de um forte desempenho em 2021”, lê-se numa análise à evolução das principais moedas africanas no ano passado e neste ano.

No relatório, enviado a clientes, citado, ontem, pela Agência Lusa, os analistas da consultora detida pelos mesmos donos da agência de notação financeira Fitch Ratings escrevem que "apesar de a produção de petróleo ter continuado a cair durante 2021, as melhorias em termos de comércio, num contexto de subida dos preços do petróleo, resultaram numa apreciação da moeda, particularmente no último trimestre do ano passado”.

A análise da Fitch Solutions surge dias depois de o Instituto Nacional de Estatística (INE) de Angola ter divulgado um crescimento de 0,8 por cento do PIB no terceiro trimestre face ao período homólogo e de 0,3 por cento face ao segundo trimestre de 2021, e depois de a agência de notação financeira Fitch Ratings ter melhorado o 'rating' de Angola em dois níveis, de CCC para B-, mas ainda cinco abaixo do nível de recomendação de investimento.

"Também antevemos que a produção interna de petróleo cresça 4,4 por cento este ano, depois de cinco anos de declínio, aumentando ainda mais a procura por Kwanzas”, lê-se no relatório, que alerta, ainda assim, que "a elevada inflação e o desemprego vão continuar a prejudicar a economia não petrolífera”.

Sobre o conjunto da região da África subsaariana, os analistas estimam uma "moderada tendência de depreciação em 2022”, apontando que o fortalecimento do dólar, particularmente no segundo semestre, "vai colocar uma pressão descendente em todas a moedas da região a curto prazo”.

Ainda assim, "com os preços elevados do petróleo e a melhoria na produção a beneficiar os principais produtores da região, Nigéria e Angola”, a Fitch Solutions antecipa uma "ligeira desvalorização da naira, na Nigéria, já que a procura de importações continua a ser maior do que o ritmo das exportações”.

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