Economia

Karam investe 11 milhões de dólares em projectos industriais

A fábrica Karam Indústria, especializada em fundição de metais, investiu mais de 11 milhões de dólares para a execução de material de construção civil, electricidade e material automóvel, segundo o director técnico Shadab Husain Contractor.

20/08/2020  Última atualização 18H47
DR

O valor serviu para aquisição de meios de trabalho, configuração do plano director de empresa, arranque do projecto e formação constante dos trabalhadores.  Localizada no Pólo Industrial de Viana em Luanda, a unidade a operar com efectividade em 2014 e consolidação em 2016, produção de pregos atingindo níveis de 700 toneladas de prego por ano, assim como cabos industrial na ordem de 300 mil metros de cabos industriais.

Além disso, a unidade está a fornecer também material para apoio à indústria automóvel e hospitalar, assim como materiais a inúmeras empresas de construção. Segundo a fonte, o produto é consumido na sua generalidade pelo mercado local, enquanto a parte do material tem sido comercializado para o continente americano e europeu.

“A qualidade do produto que produzimos é boa a ponto de recebermos solicitação de países do primeiro mundo, como Estados Unidos. Neste momento, há muitos países interessados em adquirir o nosso material”. O mercado do Congo Democrático tem sido também, o destino do material fabricado pela Karam industrial. E consta no plano de expansão a República da Zâmbia e Zimbabué.

Para a feitura dos materiais, a empresa adquire 80 por cento da matéria-prima no mercado local, 20 % importado. Como resultado, as receitas mensais estão na ordem de 500 mil dólares, enquanto o volume de negócio anualmente da unidade está calculado em 4 milhões de dólares. A unidade industrial está instalada numa área de cinco hectares e proporciona emprego a 450 trabalhadores nacionais e 55 expatriados.

Na generalidade, a matéria-prima é recolhida em 28 pontos de recolha de sucatas na província de Luanda, com presença em Cabinda, Benguela, Huíla, Cuando-Cubango, Zaire, Moxico, Uíge, Bié e Namibe. “Estes são os nossos pontos de segurança para garantir a produção. Há muita matéria-prima para garantirmos a produção para os nossos clientes”, disse.

O director técnico da empresa afirmou que, apesar da pandemia, a empresa mantém o mesmo ritmo de produção, não dispensou nenhum trabalhador e garante que os níveis de produção vão se manter.

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