Política

Juventude continua no centro da governação do MPLA

Edna Dala

Jornalista

O membro do Bureau Político do MPLA, Adão de Almeida, garantiu, esta terça-feira , durante uma conferência virtual (Live), que a juventude angolana continua no centro das políticas de governação, realizada no âmbito das acções de campanha de sensibilização e esclarecimento de eleitores.

17/08/2022  Última atualização 06H50
Membro do Bureau Político do MPLA Adão de Almeida mostrou aos jovens as linhas fortes do programa de governo © Fotografia por: Edições Novembro

Em reacção à questão levantada por um internauta sobre as políticas de governo direccionadas à juventude, Adão de Almeida sublinhou que Angola é um Estado maioritariamente jovem, sendo mais de metade da população. "Isto significa, desde logo, que todas as políticas, que são implementadas pelo MPLA, têm como foco esta franja da sociedade".

À conferência, que decorreu sob o tema "A paz como pressuposto essencial para o desenvolvimento sustentável", juntou-se, igualmente, o ministro da Economia e Planeamento, Mário Caetano João. Adão de Almeida apontou o investimento na Educação como a melhor forma de se apostar na juventude, por forma a que a mesma desenvolva com a qualidade necessária a sua inserção na sociedade.

O também ministro de Estado e Chefe da Casa Civil, reconheceu que a questão da empregabilidade é dos aspectos mais críticos, tendo acrescentado que uma sociedade como a angolana, que cresce do ponto de vista populacional a um ritmo bastante acelerado, de mais ou menos 3 por cento, tem desafios grandes no que se refere a esta questão. "O que temos hoje é resultante desta situação", pontualizou o membro do Bureau Político do MPLA.

Neste sentido, referiu, é preciso aliar o crescimento da economia nacional ao PIB, de modo a que o incremento da economia esteja minimamente ajustado ao crescimento populacional, do ponto de vista transversal, no que diz respeito à empregabilidade "para conseguirmos um equilíbrio melhor, em relação ao que temos actualmente".

Quanto aos programas para a promoção da empregabilidade, Adão de Almeida disse  existirem e são conhecidos por todos, já apresentam resultados positivos, como o PAPE (Programa de Apoio e Promoção à Empregabilidade). Com este programa, o Executivo incentiva a população, em particular os jovens, ao auto-emprego, através da formação e disponibilização de kits de empregabilidade nas mais diferentes profissões.

O responsável destacou a necessidade de se incentivar, cada vez mais, os jovens a encontrarem soluções diferentes para fomentar o emprego. O político Adão de Almeida lembrou que, apesar dos desafios, os sectores da Educação e da Saúde, nos últimos cinco anos, foram os que admitiram, em quantidades bastante relevantes, o maior número de quadros, em termos de comparação em períodos homólogos.

"Nunca foi admitida tanta gente. Mas quando olhamos para o perfil dessas pessoas,  vemos que, em maioria, os admitidos  são jovens. Estamos diante de uma política de promoção de emprego que se direcciona para o segmento jovem, sem sombra de dúvidas", realçou.

Quanto à pretensão do MPLA converter o Plano Nacional de Formação de Quadros, num Plano Plurianual de Desenvolvimento de Capital Humano de Angola, num horizonte que vai até ao ano 2035, Adão de Almeida disse tratar-se de um programa importante e estratégico.

Sobre o plano constante do programa de Governo 2022-2027, o ministro de Estado Adão de Almeida disse que o Plano Nacional de Formação de Quadros tem, também, como objectivo "adequar o perfil de formação dos nossos quadros às necessidades do mercado, para que não tenhamos excesso de mão-de-obra a ser formada num domínio onde a economia já não precisa de tantos, e, com isso, gerar pessoas formadas, mas sem capacidade de absorção do mercado nestas áreas".

Neste sentido, reforçou, está em curso um estudo para se identificar as principais necessidades do mercado nacional. A ideia com o Plano Nacional de Formação de Quadros, se conseguirmos implementá-la", no domínio da formação superior, é fazer uma aposta mais acertada nos jovens e reduzir a problemática da empregabilidade actual.

 

MPLA posiciona-se como um partido de paz e estabilidade

A explicar a estratégia do MPLA para manter a paz, perante  a intolerância política, Adão de Almeida referiu existirem vários aspectos importantes que concorrem para o efeito. O programa do MPLA, acrescentou, é elucidativo o bastante, para clarificar o quadro.

No plano formal, prosseguiu,  "o MPLA, desde logo, assumiu a paz e a estabilidade como um aspecto primário, por sinal o primeiro eixo do seu programa de governo, reflectindo, assim, a importância que o partido confere à paz, à estabilidade e à tolerância. Em segundo lugar, acrescentou, o MPLA posiciona-se como um partido de paz e de estabilidade, que respeita as instituições e prima pela transmissão permanente de uma palavra que apela à estabilidade.

"Esse posicionamento do MPLA na sociedade, pelo exemplo de uma estrutura partidária que promove a paz e a tolerância, não só dos seus militantes, mas dos cidadãos, em geral, é dos principais contributos no que respeita à formação da mentalidade dos cidadãos", sublinhou o membro do Bureau Político.


Actores políticos e sociais são importantes para a estabilidade

Embora o MPLA seja um actor relevante, enfatizou, a manutenção da paz, da estabilidade e da tolerância não é uma obrigação exclusiva do MPLA. Todos os actores políticos e sociais são peças basilares na construção permanente de uma sociedade em que reina a tolerância, pontualizou o ministro de Estado.

"Quando olhamos para o espectro político nacional e para os vários actores políticos, é visível a diferença no que à estabilidade e à tolerância dizem respeito, e a diferença que faz o MPLA", frisou, destacando, a seguir, que o MPLA promove, no dia-dia, não só uma mensagem mas uma actuação que tem a ver com a promoção da estabilidade e da tolerância política.

"Os desafios são grandes, e estamos a construir uma nação forte. Nisto, não podemos parar, tão pouco abrandar o ritmo, por isso temos que continuar a marcha", afirmou. Para o político, o mandato anterior, foi observado de  cinco anos muito decisivos, onde  se assistiu já alguns resultados, mas muito dos frutos do que  foi feito, virão a posteriori, se continuarmos a envolver todos os angolanos no processo de construção de uma nação próspera, enfatizou Adão de Almeida.  

 
Inflação figurada em um dígito

Por seu turno, o ministro da Economia e Planeamento, Mário Caetano João, disse que uma das metas para o próximo mandato, em caso de vitória do MPLA, passa pelo posicionamento da inflação a um dígito. O ministro, que foi confrontado sobre as políticas sócio-económicas do MPLA para 2022-2027, disse que o programa de governo "hoje mostra que estamos próximo dos 21 por cento deste desafio, mas queremos, neste mandato, posicioná-lo num dígito".

Outras políticas, destacou, estão relacionadas com a estabilidade cambial. O país está a sair de um processo de desvalorização acentuada do kwanza, excessivamente desde Outubro e Novembro de 2020. De lá para cá, disse, conheceu-se um período inverso. Questionado se se tratava de uma valorização propositada, com o intuito de se atingir um resultado eleitoral favorável ao MPLA, o ministro disse que não.

"Claro que não. Conseguimos ver isso nas contas monetárias e externas, onde o dólar, ou qualquer moeda forte, é um produto como qualquer outro, e quanto mais procura se efectuar sobre este produto, mais caro é".

O Programa de Governo do MPLA, salientou,  é composto pelas mais diversas políticas sócio-económicas, do ponto de vista da juventude, da família, da criança, entre outros. No capítulo económico, primando pela saúde das contas macro-económicas, um dos grandes desafios é a promoção do rácio da dívida pública sobre o PIB, para que não ultrapasse os 60 por cento.

As outras políticas, acrescentou, passam, igualmente, pela promoção de acesso ao crédito, para aqueles sectores específicos que são determinantes no crescimento económico do país.

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