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Junta militar na República da Guiné anuncia abertura das fronteiras

A junta começou igualmente por encerrar o espaço aéreo na sequência do golpe que derrubou o Presidente Alpha Condé em 5 de Setembro último, mas reabriu-o rapidamente.

14/09/2021  Última atualização 13H38
© Fotografia por: DR

Os militares pediram uma "avaliação de segurança e saúde com vista à abertura gradual das fronteiras terrestres", começando pela da Serra Leoa até 15 de Setembro, segunda uma declaração lida na televisão estatal na segunda-feira à noite, pela primeira vez sem ser por um oficial fardado, mas por uma mulher com um vestido colorido.

A fronteira com a Libéria deverá reabrir no dia 16, Costa do Marfim no dia 17, Mali no dia 18, Guiné-Bissau no dia 20 e Senegal no dia 24.

Alpha Condé tinha fechado as fronteiras terrestres com a Guiné-Bissau, Senegal e Serra Leoa, oficialmente por razões de segurança, antes das eleições presidenciais de 18 de Outubro, que decorreram num contexto de forte contestação à sua candidatura a um terceiro mandato.

Esse encerramento foi causa de tensões diplomáticas, dada a importância dos intercâmbios económicos e humanos na região.

Desde que tomou o poder, a junta militar tem-se desdobrado em gestos de boa vontade dirigidos a parceiros locais e investidores estrangeiros.

Hoje inicia-se uma série de reuniões, prevista para se estender por quatro dias, sobre o futuro da nação da África Ocidental, e das quais se espera que resulte a fixação de um calendário para novas eleições.

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