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Junta busca consenso para formar Governo

A Junta Militar na Guiné, anunciou, domingo à noite, que a partir de amanhã, vai dar início a uma série de encontros para a formação de um Governo de Unidade Nacional, informou , ontem, a agência France Press (AFP).

14/09/2021  Última atualização 08H55
Militares liderados pelo coronel Mamady Doumbouya continuam nas ruas de Conacry © Fotografia por: DR
Os encontros, segundo o comunicado da Junta lido na Televisão Pública do país,  visam a "concertação para traçar as linhas mestras da transição política e a formação do Governo”. Participarão nos eventos,  orientados  por responsáveis  militares líderes dos partidos políticos e religiosos,  representantes da sociedade civil e das representações diplomáticas.

Nas  reuniões, diz a nota, que decorrerão até sexta-feira,  vão  participar ainda os proprietários das companhias que exploram  minerais na Guiné, responsáveis dos bancos e sindicalistas.
A publicação "Jeune Afrique”, diz que, desde a consumação do Golpe de Estado  o preço do alumínio  aumentou  para uma cifra  nunca atingida . A Guiné é um dos principais produtores mundiais do bauxite, principal mineiro para a produção de alumínio.

A Junta Militar assegurou os investidores que actuam no país, particularmente as companhias mineiras de que vai cumprir os compromissos comerciais respeitando todos os pressupostos legais.
Os militares que destituíram o Presidente Alpha Condé, liderados pelo coronel Mamady Doumbouya, anunciaram estes  encontros numa altura em que a CEDEAO  preparar-se para se pronunciar sobre eventuais  incremento de sanções devido ao golpe.

Entretanto, a Junta  proibiu, sábado, qualquer tipo de manifestação de apoio ao golpe, e colocou à disposição um número verde para denunciar qualquer abuso das Forças de Segurança, que nos últimos dias são constantemente denunciados pelos defensores dos direitos humanos.

No domingo, os líderes golpistas manifestaram-se contra as sanções internacionais, especialmente as que foram impostas pela SADC, alegando que "fecham as portas ao diálogo e dão mais força aos que, no interior do país, se opõem à formação de um Governo.”
Para os golpistas, "as sanções aumentam as dificuldades económicas e colocar em perigoso os esforços em curso para a formação de um novo governo”.


  Líder da oposição regressa ao país

Por seu lado,  o líder da oposição, que se encontrava refugiado há várias semanas em Paris, regressou ontem à tarde a Conacri. Sidya Touré, presidente da União das Forças Republicanas fugiu para a capital francesa depois de vários membros do seu partido terem sido detidos na sequência dos protestos contra a reeleição de Alpha Condé.
"Estou muito feliz por poder regressar ao meu país”, disse ao chegar a Conacry a um repórter da AFP, recusando adiantar mais pormenores sobre o seu futuro imediato.

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