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Juiz decide ouvir Zuma na próxima terça-feira

O ex-Presidente sul-africano Jacob Zuma, que cumpre pena de prisão de 15 meses, deve comparecer na próxima terça-feira, 10 de Agosto, em tribunal para responder por suspeitas de corrupção, anunciou, ontem, o juiz Piet Koen.

05/08/2021  Última atualização 05H50
Antigo Presidente da África do Sul enfrenta 18 acusações de corrupção © Fotografia por: DR
O juiz do Tribunal Superior de Pietermaritzburg, capital do KwaZulu-Natal, Sudeste do país, decidiu que o requerimento de Jacob Zuma contra o procurador público, o advogado Billy Downer, fosse ouvido presencialmente no tribunal.

Os advogados do antigo Chefe de Estado, que está preso no centro prisional de Estcourt, próximo da sua residência oficial de Nkandla, em KwaZulu-Natal, defendem o afastamento do procurador público da liderança do processo de corrupção contra Zuma, alegando que o ex-Presidente "não terá um julgamento justo”.

Em 20 de Julho, o juiz anunciou o adiamento do julgamento de Jacob Zuma para Agosto de 2021, para discutir o pedido especial apresentado pela defesa do antigo Chefe de Estado.
Caso se concretize a comparência no tribunal do Leste do país, Zuma, 79 anos, irá comparecer em público pela segunda vez, desde que foi preso minutos antes da meia-noite do passado dia 7 de Julho. Em 22 de Julho foi autorizado a sair do estabelecimento prisional para participar no funeral de um irmão mais novo, Michael Zuma, que se realizou em Nkandla.

A cidade litoral de Pietermaritzburg, onde decorrerá o julgamento, foi uma das cidades mais atingidas pela recente onda de saques e violência que eclodiu após a prisão de Zuma e que provocaram mais de 330 mortos. Pelo menos 40 mil empresas sul-africanas foram saqueadas, queimadas ou vandalizadas, nos violentos protestos, segundo o Governo.

O caso de alegado su-borno envolve Zuma e o fabricante francês de armamento Thales. Zuma, que foi Presidente entre 2009 e 2018, enfrenta 18 acusações relacionadas com o caso, incluindo fraude, corrupção, lavagem de dinheiro e extorsão, relacionadas com a compra de equipamento militar a cinco empresas de armamento europeias, em 1999, quando era vice-Presidente do país.

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