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Juan Guaidó impedido de exercer cargos públicos

Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, foi inabilitado para exercer cargos públicos durante 15 anos, anunciou na quinta-feira Elvis Amoroso, responsável por zelar pela transparência do Estado venezuelano.

30/03/2019  Última atualização 13H41
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Elvis Amoroso, avançaram a Reuters e a BBC, considerou que Guaidó apresentou in-consistências nos registos fi-nanceiros e um nível de des-
pesas que não batem certo com os rendimentos que aufere oficialmente.
Guaidó, de 35 anos, declarou-se Presidente interino da Venezuela a 23 de Janeiro, depois de ter encabeçado uma campanha a nível internacional para rejeitar a tomada de posse, 13 dias antes, de Ni-colás Maduro.
Apoiado pelos EUA, países latino-americanos como o Brasil e europeus como Espanha, Reino Unido e Portugal, Guaidó tem mobilizado os venezuelanos para se revoltarem nas ruas contra o Go-verno de Nicolás Maduro.
Mas, do outro lado da barricada, a apoiar Maduro, su-cessor de Hugo Chávez no poder, estão potências não menos importantes como Rússia, China, Irão e Turquia. E os militares venezuelanos. Daí que, até agora, ainda não tenha caído.
Na quarta-feira, o Presidente dos EUA, Donald Trump, recebeu na Casa Branca a mu-lher de Guaidó, Fabiana Rosales. “A Rússia deve sair (da Venezuela)”, declarou Trump, no final de um encontro com a ex-jornalista.
“Pedimos à Rússia que suspenda todo o apoio a Maduro, apoie Juan Guadió e permaneça ao lado das nações em todo o continente, até que seja restaurada a liberdade”, afirmou Mike Pence, o Vice-Presidente de Trump.
O número 2 da Administração norte-americana disse que Rosales é uma mulher “corajosa” e garantiu que os EUA estão incondicionalmente ao lado da oposição a Nicolas Maduro, liderada pelo marido, Juan Guaidó.

Ajuda humanitária

Um relatório das Nações Unidas indica ainda que mais de 94 por cento dos venezuelanos viviam na pobreza em 2018 e quase um quarto (24 por cento), cerca de sete milhões de pessoas, precisam de ajuda humanitária.
O relatório foi entregue ao Presidente venezuelano Nicolás Maduro, que responsabiliza as sanções económicas impostas pelos Estados Unidos pela actual situação do país e ao opositor e autoproclamado Presidente interino venezuelano, Juan Guaidó, que exige a saída do poder do líder eleito.
Segundo o documento de 45 páginas, que cita dados de universidades venezuelanas, mais de 94 por cento da população da Venezuela viviam na pobreza em 2018, dos quais 60 por cento numa situação de pobreza extrema.
O consumo de carne e de legumes caiu entre 2014 e 2017, indica o documento, salientando, entre outros indicadores, que o consumo de leite desceu 77 por cento.
O relatório avança que cerca de 3,7 milhões de pessoas sofrem de desnutrição.

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