Cultura

José Mena Abrantes autografa duas obras na Livraria Mayamba

Os livros “Kimpa Vita - A Profetisa ardente” e “Filho Bem-Amado do Kongo: Nsaku Ne Vunda - O Negrita”, de Mena Abrantes, vão ser apresentados hoje, às 15h30, na quarta edição do projecto “O escritor do mês”, organizado pela livraria Mayamba, nas suas instalações, na rua da Liga Nacional Africana.

29/07/2022  Última atualização 12H20
Dramaturgo vai interagir esta tarde com os seus leitores nas instalações da Mayamba Editora © Fotografia por: Agostinho Narciso | Edições Novembro

"Kimpa Vita - A Profetisa ardente”, sendo uma peça com dois actos, em que o primeiro é homónimo ao título do livro, contendo 14 cenas, com as personagens Kimpa Vita, Mulher 1, Mulher 2, tio, Sobrinho/ Acólito do Padre, e no segundo acto, "Tari-Yari - Misericórdia e poder no reino do Congo no tempo de Kimpa Vita”, com 20 cenas, as personagens D. Pedro IV - Rei do Congo, Hipólita - A sua Mulher, da Cruz Barbosa - conselheiro e Mordomo do Rei, Bernardo da Gallo - Capuchinho italiano, Lorenzo da Lucca - Capuchinho italiano, Dona Beatriz Kimpa Vita (Santo António) líder religiosa, Apolónia Mafuta - Vidente e Pedro Constantino da Silva, dito Kibenga (o Bravo) - nobre do Reino (Clã Kimpanzu), rival de D. Pedro IV.

"Filho Bem-Amado do Kongo: Nsaku Ne Vunda - O Negrita”, num único acto, contém 26 cenas, tem 5 personagens do reino do Kongo, nomeadamente Negrita, Mãe de Negrita, Militar, Secretário do Rei e Rei do Kongo, e 12 personagens estrangeiras: Padre português, Capitão francês, Moço francês, Delegado do Rei português, Duque espanhol, Rei de Espanha, Capitão pirata, Frade português, Abade português, Inquisidor espanhol, Cardeal italiano, e Papa.

Como escritor convidado, Mena Abrantes vai manter um diálogo com os seus leitores, além da apresentação das duas obras, no género dramático (teatro), em versão digital.

O projecto, da editora Mayamba, visa promover os escritores, autores e as suas obras, pondo-os em diálogo permanente com os seus leitores.

De acordo com uma nota de imprensa, da Mayamba Editora, José Mena Abrantes é dramaturgo, poeta, escritor e jornalista, e membro da União dos Escritores Angolanos (UEA).

Licenciado em Filologia Germânica, pela faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, cidade onde deu os primeiros passos no teatro, primeiro como actor, ao representar Volpone e Merlim-4, no Grupo Cénico da Associação Académica da Faculdade de Direito, e, posteriormente, tirando cursos de actuação e de direcção teatral na Fundação Calouste Gulbenkian, sob a direcção de Adolfo Gutkin.

Ainda na década de 1970, participou em seminários de teatro e festivais, e dirigiu, na Alemanha Federal - onde ficou exilado quatro anos - o grupo "La Busca”, de estudantes e trabalhadores espanhóis.

Em 1974 regressa ao país e ajudou a fundar os grupos de teatro Tchinganje, o Xilenga-Teatro e o Grupo de Teatro da Faculdade de Medicina de Luanda, tendo sido o responsável pela primeira representação dramática, em 1975, em Angola independente.

O dramaturgo participa com regularidade em festivais de teatro em países africanos, europeus e americanos, nas mais diversas categorias, como autor, encenador e director. A partir de 1975 exerceu a profissão de jornalista, com colaborações em vários órgãos de comunicação social angolanos, portugueses, franceses e moçambicanos. Foi director-geral da Agência Angola Press (Angop), entre  1982 e 1984, foi responsável pelo sector de informação e divulgação da Cinematografia Nacional (1985-87).

Detentor de uma obra literária bastante diversificada, com mais de vinte títulos publicados, foi galardoado com vários prémios, entre os quais o Prémio Sonangol de Literatura, por três vezes, e com o Prémio Nacional de Cultura e Artes, na categoria de Literatura.

Tem quatro obras editadas pela Mayamba Editora, dentre as quais, "Poeira do Tempo”, "Quotidiamo - esta não é uma história de amor”, "Kimpa Vita - A Profetisa ardente”  e "Filho Bem-Amado do Kongo: Nsaku Ne Vunda - O Negrita”.

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