Política

José Martins eleito primeiro secretário

Nicolau Vasco|Menongue

Jornalista

José Martins foi eleito sábado, na cidade de Menongue, primeiro secretário do MPLA no Cuando Cubango, em substituição de Júlio Bessa que vai ocupar apenas o cargo de governador da província.

22/11/2021  Última atualização 05H00
José Martins substitui Júlio Bessa como primeiro secretário © Fotografia por: Nicolau Vasco | Edições Novembro
Com 94 por cento dos votos válidos, José Martins foi eleito durante a XIII Conferência Ordinária do partido que contou com a presença de 669 delegados oriundos dos nove municípios do Cuando Cubango. Os militantes ao conclave elegeram, também, 177 membros ao Comité Provincial, nove ao Comité Central e 96 delegados ao VIII Congresso Ordinário do MPLA, marcado para Dezembro.

No seu primeiro discurso, defendeu a necessidade de se trabalhar para o processo de massificação e conquista de novos militantes, face aos próximos desafios, sobretudo, as eleições gerais de 2022.

Considerou fundamental consolidar as estruturas de base e resgatar o modelo parlamentar do círculo provincial, que elegeu, de forma consecutiva, "apenas quatro dos cinco deputados, nas eleições de 2012 e 2017, perdendo em cada pleito um para a UNITA”.

José Martins, indicado pelo Bureau Político, fruto do afastamento de Júlio Bessa, por não ter alcançado votação consensual diante do eleitorado, disse que para se atingir tais êxitos é preciso mais engajamento para unir os militantes filiados à JMPLA e à OMA para um único propósito, de modo a inibir intrigas, o nepotismo e bajulação.

O outro objectivo recai para a solidariedade entre os militantes, principalmente, com os mais vulneráveis, bem como melhorar a formação e a gestão estatística dos quadros e incentivar a mobilização com base no uso das novas tecnologias.


Por sua vez, o primeiro secretário cessante, Júlio Bessa, congratulou-se com a eleição de José Martins, manifestando disponibilidade e apoio incondicional nas  tarefas do partido no Cuando Cubango. Acrescentou que esta eleição é considerada "um dever que visa renovar as esperanças e cimentar a coesão do partido”.

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