Desporto

José Carlos Guimarães enaltece postura dos atletas

Armindo Pereira

Jornalista

O técnico do 1º de Agosto, José Carlos Guimarães, enalteceu a postura dos jogadores ao longo da 44ª edição do Campeonato Nacional sénior masculino de basquetebol, apesar das inúmeras questões internas, que poderão ter ditado o afastamento da equipa na meia-final da prova.

02/05/2022  Última atualização 09H35
Treinador diz estar ciente de ter feito tudo que lhe competia dentro das condições criadas pelo clube © Fotografia por: DR
o antigo internacional angolano fez estas declarações, no sábado, após a segunda derrota contra o Petro de Luanda, no play off da meia-final a a melhor de três, disputada no Pavilhão Multiusos do Kilamba.


"Nós hoje fizemos tudo que estava ao nosso alcance, não tenho nada a dizer sobre os meus jogadores, num ano que considero o mais difícil do 1º de Agosto, com problemas internos que dizem respeito ao clube, só tenho de estar grato por ter feito o meu trabalho até agora. Estes atletas deram tudo, só nós sabemos o que passamos", lamentou Guimarães.

Sem detalhar pormenores sobre aos problemas internos, o treinador sublinhou que as pessoas não têm noção das situações e do sacrifício feito pelos atletas, razão pela qual aplaudiu os seus pupilos no momento que falava à comunicação social.

A ausência de condições para realizar treinos, nos últimos meses, foi uma das situações citadas por José Carlos Guimarães, situações que são inadmissíveis em alta competição.

Depois de oito meses como técnico principal, questionado se vai continuar a dirigir a equipa mais titulada do basquetebol nacional e continental, o professor fez saber que não está preso aos cargos e que as análises devem ser feitas além do resultado.

"Desde a minha chegada houve crescimento individual de jogadores além da  chamada de novos atletas para a Selecção. Não estou preocupado se vou ou não continuar porque conheço as minhas competências, tenho noção dos problemas do clube. Devo agradecer a oportunidade que me foi dada pelo presidente Raul Hendrick".   
    

O antigo base do clube militar disse que o facto de não poder contar com quatro jogadores , por lesão, não pode servir de justificativa para o fracasso da época. Felicitou o treinador e toda equipa do Petro, por considerar ter sido um justo vencedor e ter chegado à final.

Em função da classificação obtida na fase regular, a formação militar terminou a presença na prova na quarta posição, atrás do ASA, uma vez que o regulamento técnico da Federação Angolana da modalidade não prevê a disputa do terceiro lugar, contrariamente a outros anos.  

 

Contornos da crise

Os mais de sete meses sem salário pode estar na base das exibições que a turma militar fez ao longo da época. A crise financeira que a direcção do clube central das Forças Armadas Angolanas atravessa tem estado a tomar contornos preocupantes, pois os jogadores das distintas modalidades varias vezes cogitaram parar os trabalhos.

No início do mês de Abril último, o presidente do 1º de Agosto, Carlos Hendrick, demarcou-se de qualquer responsabilidade sobre uma suposta má gestão à frente do clube e sublinhou que a agremiação não recebe dinheiro para cobrir as despesas relacionadas com salários.

Na mesma ocasião, o ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente da República, Francisco Pereira Furtado, disse que, enquanto sócio do clube, espera que na Assembleia-geral sejam encontradas as soluções que venham a aclarar a actual situação vivida nas hostes dos rubro e negros.

"É preciso que os sócios solicitem a prestação de contas e as razões que levaram o clube a chegar à situação em que se encontra”, argumentou,  o  dirigente. Francisco Pereira Furtado sublinhou que ainda está disposto a contribuir para que sejam encontradas as melhores soluções, fruto da experiência que ganhou como gestor desportivo.

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