Cultura

Jornadas marcam 45 anos do Museu de Antropologia

Mário Cohen

Jornalista

Uma série de actividades culturais vão ser realizadas de 16 a 18 deste mês, no Museu Nacional de Antropologia, em Luanda, para comemorar o 45º aniversário da referida instituição museológica, que se comemora no sábado, confirmou ontem ao Jornal de Angola, o seu director-geral, Álvaro Jorge.

11/11/2021  Última atualização 08H40
Álvaro Jorge afirma que as comemorações dos 45 anos da instituição servem para reflexão © Fotografia por: Vigas da Purificação | Edições Novembro
De acordo com o director do Museu Nacional de Antropologia, do programa de actividades consta a realização, na terça-feira, às 17h00, na sala de conferências, de um encontro de debates e reflexões, que vai reunir antigos directores da instituição, nomeadamente Américo Kwononoca, Manuel Cadete, Lisboa Santos e Manzambi Vuvu Fernando, à volta do tema "O Museu Nacional de Antropologia: Um Olhar Retrospectivo e Perspectivo na Saciedade Angolana”.

Os antigos directores do Museu Nacional de Antropologia vão aproveitar a oportunidade para passar o testemunho da sua gestão museológica no período em que estiveram à frente da instituição museológica.

O programa das celebrações dos 45 anos do Museu de Antropologia reserva, ainda, uma visita guiada dos funcionários ao Memorial Dr. António Agostinho Neto (MAAN), para troca de experiências e apreciação da exposição sobre a vida e obra do escritor e antropólogo Henriques Abranches, o primeiro director da instituição.

Realizado em parceria com o Goethe Institut Angola, o programa prevê a realização de uma palestra virtual subordinado ao tema "Do Museu ao Campo: Desafio e Novas Perspectivas de Pesquisa sobre o Estudo dos Instrumentos Musicais”, que terá como oradora a pesquisadora e doutoranda na Universidade de Harvard, Nina Baratti, e um concerto de jazz, a ser organizado no dia 18, às 18h00, no pátio deste museu, pelo Goethe Institut Angola.

Álvaro Jorge disse que a singela comemoração da instituição enquadra-se, igualmente, nas festividades do Dia da Independência Nacional, "cuja conquista teve como finalidade fundamental a revalorização e reafirmação da identidade cultural dos angolanos, o privilégio de desfrutar e contemplar os elementos mais significativos da sua criação artística e cultural que lhes foi negado durante longos  anos pelos colonialistas portugueses”.

Explicou que um ano após a proclamação da Independência Nacional, foi criado o Museu Nacional de Antropologia, uma instituição de carácter científico, cultural e educativo com a missão de assegurar a preservação dos vestígios materiais da memória colectiva, além da investigação, recolha, inventariação, conservação e exposição para usufruto público do acervo etnográfico sob a sua guarda.

O museu é constituído por colecções que abrangem vários aspectos sociais, económicos, políticos e culturais dos grupos etnolinguísticos de Angola, assim como ajuda os angolanos a conquistarem e a reassumirem a sua personalidade cultural.

O Museu de Antropologia, desde a sua existência,  dispõe no acervo mais de seis mil peças subdividas em várias colecções com temática como instrumentos musicais, de caça, estatuetas diversas e uma colecção de obras de artes plásticas, que estava sob o controlo do Instituto Nacional do Património Cultural.

Assegurou que o museu "está saudável” por ter um edifício de três pisos, com todas as condições para manutenção das peças, como também tem uma arca específica de congelação de peças, com a função de matar os insectos que infectam as obras e, uma máquina de embalar em plástico produtos de arte museológica para serem conservados na arca.  

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