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Joe Biden mobiliza sector privado para combater fome e "fast food"

A Casa Branca anunciou, esta quarta-feira, uma iniciativa para erradicar a fome e a obesidade, envolvendo empresas - incluindo gigantes agroalimentares como Danone e redes de 'fast food' - e organizações não-governamentais (ONG).

28/09/2022  Última atualização 21H41
© Fotografia por: DR | Arquivo

"Sei que podemos erradicar a fome e reduzir o número de doenças relacionadas com a alimentação até 2030", disse o Presidente norte-americano, Joe Biden, numa grande conferência dedicada à alimentação, a primeira desde a presidência de Richard Nixon, segundo a Casa Branca.

Entre os compromissos não financeiros apresentados hoje está, por exemplo, a promessa da gigante de alimentos Danone de reduzir o teor de açúcar dos produtos infantis.

A 'National Restaurant Association' – que também reúne redes de 'fast food' como Burger King e Subway – promete apoiar os seus associados para oferecer opções mais saudáveis às crianças.

O executivo norte-americano também reuniu neste projecto plataformas como Doordash (entrega de refeições) e Instacart (entregas de supermercado), além de supermercados que prometem melhorar a sua oferta de produtos frescos, frutas e legumes, ou empresas do sector de desporto e lazer.

Juntos, os compromissos assumidos pesam cerca de oito mil milhões de dólares (8,23 mil milhões de euros), disse o executivo norte-americano num comunicado à imprensa.

Este valor abrange promessas de doações em espécie, compromissos financeiros - incluindo 2,5 mil milhões de dólares que serão investidos em 'start-ups' especializadas em alimentos - e mais de quatro mil milhões de dólares dedicados a instituições de caridade e associações.

Mais de 40% dos adultos e 20% das crianças são obesas nos Estados Unidos, segundo estimativas das autoridades de saúde.

As autoridades também estimam em 10% a proporção da população em situação de insegurança alimentar.

Joe Biden disse querer garantir que mais nove milhões de crianças sejam elegíveis para refeições escolares gratuitas, um "primeiro passo importante" antes que o sistema seja expandido, num país onde as refeições nas cantinas são muito desequilibradas.

Mais de 100 empresas e organizações "fizeram promessas ousadas e algumas mudaram completamente a sua abordagem, o que melhorará significativamente a dieta, promoverá a actividade física, reduzirá a fome e as doenças relacionadas com a dieta”, assegurou um funcionário da Casa Branca na terça-feira em conferência de imprensa, apesar de não ter sido anunciado nenhum mecanismo formal de monitorização dessas promessas.

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