Política

João Lourenço reitera cessar-fogo na guerra entre Moscovo e Kiev

O Presidente João Lourenço instou, nesta segunda-feira, em Lisboa, a comunidade internacional a procurar um cessar-fogo incondicional na guerra entre Moscovo e Kiev, defendendo que “o mundo não suporta” um conflito “no coração da Europa”.

27/06/2022  Última atualização 13H43
Presidente da República, João Lourenço © Fotografia por: EDIÇÕES NOVEMBRO | Arquivo

"Num momento em que não se conseguiu ainda superar a tensão reinante no Sudeste Asiático, na península coreana nem no Golfo Pérsico, qualquer uma delas com potencial de evoluir para uma confrontação nuclear, o mundo já não suporta o eclodir e manutenção de um novo conflito em pleno coração da Europa pelas consequências que tem para a economia global, mas sobretudo para a paz e a segurança mundial”, afirmou o estadista angolano ao discursar no plenário da Conferência dos Oceanos das Nações Unidas. 

Num discurso em que se concentrava na importância dos "oceanos, dos mares e das infra-estruturas terrestres a eles ligados”, como os portos comerciais, João Lourenço exemplificou que o bloqueio dos portos ucranianos no Mar Negro "está a causar a crise alimentar global” actual, devido à escassez de cereais, fertilizantes e oleaginosas.

A esse respeito, prosseguiu, importa que a União Europeia, as Nações Unidas e, de uma forma geral, toda a comunidade internacional, priorize e concentre os seus principais esforços na busca de um cessar-fogo imediato e incondicional, seguido de negociações com as partes consideradas importantes para se alcançar e construir uma paz que seja verdadeiramente duradoura para a Europa e o resto do mundo.

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