Política

João Lourenço: "Queremos ver os nossos países interligados com a ZCLCA"

O Presidente da República, João Lourenço, reafirmou esta segunda-feira (2), em Accra (Ghana), o empenho de líderes africanos na implementação da Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA).

02/08/2021  Última atualização 16H56
© Fotografia por: CIPRA

O Chefe de Estado falava, em conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo do Ghana, Nana Akufo-Addo, no final das conversações oficiais entre delegações dos dois países e a assinatura de um Memorando de Intenções, no quadro da sua visita de Estado.

João Lourenço sustentou que a criação da ZCLCA, cuja sede se encontra em Accra, levou em conta a necessidade dos Estados africanos olharem para dentro, na busca de soluções internas, que os possam ajudar na concretização dos objectivos de desenvolvimento.

Disse que, no encontro que manteve com o seu homólogo ghanense, concluíram que a implementação da zona de comércio livre é um processo longo, mas possível, se todos os países se engajarem.

"Nós não criamos a organização apenas pela vontade de criar, mas porque queremos efectivamente mudar o actual estado de coisas no nosso continente, queremos ver os nossos países interligados, pelas mais diferentes formas de comunicação, como estradas, auto-estradas, linhas de caminho de ferro, bem como ligações marítimas e aéreas", enfatizou João Lourenço.

Sublinhou ser necessário "que não se mantenha o absurdo actual, de termos de viajar até a Europa, para visitar um país irmão do nosso próprio continente”.

Disse ainda que o continente "gaba-se de ser um dos pontos do mundo que tem as maiores reservas mundiais de recursos minerais", mas não quer continuar a dizer que "somos potencialmente ricos, mas queremos passar a ser, efectivamente, ricos e isso só vai depende de nós, próprios africanos”.

Frizou que a Zona do Comércio Livre Continental Africana é um instrumento, que vai proporcionar esta possibilidade "de fazermos a transição de exportadores de matérias-primas, para países que criam riqueza nas suas próprias terras".

Segurança no Golfo da Guiné

João Lourenço e o Presidente ghanense, Nana Akufo-Addo, manifestaram preocupações com a situação de segurança na região do Golfo da Guiné, de que fazem parte os dois países, por ser também uma importante rota marítima internacional.

Acrescentou que a região do Golfo da Guiné é também importante ao bom desempenho do comércio internacional, dai que o interesse regional ou continental deve ser tido em conta.

Agradeceu a hospitalidade do povo ghanense e a forma cordial como decorreram os encontros entre as duas delegações governamentais, no quadro da sua visita de Estado, que reputou de importante.

Visão sobre o futuro

Por sua vez, o Presidente do Ghana, Nana Akufo-Addo, ressaltou a cooperação entre os dois estados, bem como a convergência na visão sobre o futuro do continente, que é a de trabalhar para o seu desenvolvimento efectivo.

O Estadista disse existirem várias áreas de interesse comum, que podem ser benéficas para a cooperação entre os dois países, entre as quais a dos recursos minerais, agricultura e educação.

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