Política

João Lourenço orienta apoio para os cidadãos com albinismo

César Esteves

Jornalista

O Presidente da República, João Lourenço, orientou, ontem, em Luanda, o Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher (MASFAMU) a ouvir as preocupações que afligem os cidadãos com albinismo no país.

17/06/2021  Última atualização 04H00
Manuel Vapor apresentou ao Presidente da República, João Lourenço, os principais problemas que afligem os albinos © Fotografia por: Santos Pedro| Edições Novembro
César EstevesO Chefe de Estado baixou a orientação quando ouvia ontem, durante a audiência concedida, na Cidade Alta, ao presidente da Associação de Apoio aos Albinos de Angola, Manuel Vapor, as preocupações que apoquentam aquele segmento da sociedade.


No final da audiência, Manuel Vapor, que se fez acompanhar, entre outros membros da associação, de Domingos das Neves, disse terem aproveitado a ocasião para apresentar ao Presidente da República os principais problemas que os aflige. Neste particular, disse terem destacado a falta de projectos direccionados para as pessoas com albinismo, acesso às consultas nas unidades hospitalares públicas, sobretudo de Oftalmologia, ao emprego, à educação, os altos preços dos produtos para protecção da pele e outros essenciais para o albino. "Temos tido problemas em relação ao acesso ao mercado de trabalho, razão pela qual uma boa parte das pessoas albinas encontram-se no desemprego", disse.


Na ocasião, a secretária de Estado para a Família e Promoção da Mulher, Elsa Barber, garantiu solução para tais problemas. Lembrou que a Política Nacional de Acção Social integra a pessoa com albinismo no grupo de pessoas vulneráveis para serem apoiadas. "Vamos interagir também com outros ministérios para que as situações sejam acauteladas”, aclarou.


No domingo, por ocasião do Dia Mundial de Consciencialização do Albinismo, o Presidente da República defendeu, numa mensagem publicada na sua página do Twitter, políticas de inclusão em prol dos cidadãos com albinismo."Neste dia de luta contra a discriminação ao albinismo, o que condenamos energicamente, nosso abraço de solidariedade para todos os angolanos que sofrem, apenas porque nasceram sem a camada protectora da pele", escreveu o Chefe de Estado, tendo acrescentado que "eles merecem todo o carinho da sociedade e promoção social do Executivo".


Este ano, o Dia Mundial da Consciencialização do Albinismo foi assinalado sob o lema "Força contra todas as probabilidades”, com o objectivo de erradicar o estigma contra as pessoas com albinismo. A data começou a ser celebrada pela primeira vez em 2015, depois de proclamada pela ONU, para divulgar informação sobre o albinismo e para evitar a discriminação aos albinos, combatendo, ao mesmo tempo, a sua perseguição.

 O albinismo resulta de uma anomalia pigmentar que leva a uma cor de pele, de pêlos e de olhos muito claros. Devido a factores genéticos, no albinismo ocorre a ausência total de pigmentação na pele, sistema piloso e íris. O albinismo não é considerado uma doença, mas podem surgir problemas na visão e haver mais risco de cancro da pele nos albinos.



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