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João Lourenço defende liberalização de patentes para produção de vacinas

Redacção

O Presidente da República, João Lourenço, defendeu esta quinta-feira (23) a discussão e aprovação pelas Nações Unidas de decisões favoráveis à liberalização do regime das patentes para a produção de vacinas "para permitir a sua fabricação por um número cada vez maior de países tornando-as mais acessíveis para todos".

23/09/2021  Última atualização 16H03
Presidente da República, João Lourenço © Fotografia por: SANTOS PEDRO | EDIÇÕES NOVEMBRO | NOVA IORQUE

Ao discursar durante na 76ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, o Chefe de Estado angolano referiu, também, que "a pandemia que enfrentamos tem uma dimensão global e acentuou a ligação e a interdependência existente entre as nossas nações".

De acordo com João Lourenço, a vacina da Covid-19 deve ser reconhecida como bem da humanidade, acesso universal e aberto para permitir uma maior produção, distribuição equitativa da escala mundial.

"Ainda não vencemos a batalha contra o vírus SARS-COV-2 mas não podemos deixar de referir que os medos, as incertezas e a sensação de impotência de há um ano vêm sendo superados, permitindo o retorno paulatino à vida normal com as necessárias precauções e o sentido de responsabilidade que são exigidos a todos nós", sublinhou o Presidente da República. 

No entender do Chefe de Estado, é chocante constatar-se a disparidade existente entre umas nações e outras, no que respeita à disponibilidade de vacinas, pois estas diferenças permitem, em alguns casos, administrarem-se já terceiras doses, enquanto noutros, como ocorre em África, a larga maioria das populações não está vacinada sequer com a primeira dose.

Golpes em África

João Lourenço indicou, igualmente, os frequentes golpes de Estado em África, exemplificando com o Mali e com a Guiné-Conacri, para defender uma intervenção mais musculada da comunidade internacional, que "deve actuar e não apenas ficar-se pelas declarações, obrigando os actores a devolverem o poder" aos eleitos.

"Não podemos permitir que exemplos recentes, como na Guiné-Conacri, prosperem em África e noutros continentes. As Nações Unidas deviam exigir a libertação imediata do professor Alpha Condé Presidente deposto num golpe de Estado na República da Guiné", assinalou.

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