Política

João Lourenço apela à mobilização dos jovens para o voto no MPLA

Yara Simão

Jornalista

O presidente do MPLA apelou, esta segunda-feira, em Luanda, aos estudantes universitários para que cada um mobilize, nos próximos dias, pelo menos oito cidadãos eleitores, a votarem, a 24 de Agosto, no número 8 do Boletim de Voto, que é o mesmo que votar no MPLA e no seu candidato.

02/08/2022  Última atualização 07H20
Líder do MPLA, João Lourenço, esteve ontem com os estudantes universitários em Luanda para pedir apoio da juventude © Fotografia por: Kindala Manuel | Edições Novembro

João Lourenço discursava na abertura da 18ª Edição do CANFEU, que já é, indubitavelmente, uma marca para a comunidade universitária de Angola. Aos milhares de jovens que vêm participando neste evento do calendário dos jovens universitários, o líder do MPLA disse que o CANFEU tem sido uma oportunidade de promoção da solidariedade, da cidadania, da partilha científica e da exaltação cultural e patriótica dos angolanos.

O número 8 no Boletim de Voto afirmou que o MPLA muito cedo abraçou esta iniciativa dos jovens universitários, porque tem noção que num país tão diverso, multicultural e com ambições próprias como Angola, é fundamental a promoção de iniciativas que irmanam cada vez mais os angolanos e o CANFEU é um exemplo evidente.

O cabeça-de-lista do MPLA realçou que este CANFEU decorre num contexto ímpar para os angolanos, que se preparam para a realização a 24 deste mês das quintas eleições gerais, aumentando a responsabilidade, o compromisso e comprometimento do partido na contínua aposta num ensino de qualidade e ao serviço da paz e do desenvolvimento.

Segundo João Lourenço, a formação académica, de modo geral, é a chave para capacitar o homem angolano, é a ferramenta que melhor o habilita a participar de forma mais qualitativa e assertiva no processo de desenvolvimento do país e da humanidade.

"Hoje, o conhecimento técnico-científico representa, no cenário mundial contemporâneo, um dos pilares imprescindíveis para o crescimento e desenvolvimento dos países. A visão que defendemos é que não basta que os jovens vão para as universidades para obter diplomas, ou para passarem de classe e, no final, adquirirem o grau de licenciados, mestres ou doutorados. É preciso que o façam, mas tendo bem presente o contexto da sua formação e da utilidade da mesma num mundo cada vez mais global e competitivo”, considerou o candidato do MPLA.

João Lourenço homenageou os estudantes que muito se esforçam, que estudam efectivamente e enchem de orgulho o país. "Pretendemos que a formação universitária concorra para a criação de conhecimentos voltados para a intervenção directa nos diferentes sectores do nosso país, sobretudo no sector técnico, que muito se requer para o desenvolvimento de Angola”. Ressaltou que é preciso que a formação universitária se traduza na aquisição de valências que continuem a habilitar os estudantes a ombrear de igual para igual com estudantes de outras latitudes.

"Vivemos, hoje, num mundo cada vez mais global, onde a universalidade do conhecimento é um traço da racionalidade científica. São vários os exemplos de estudantes angolanos que têm orgulhado o país na diáspora. Estamos lembrados de casos de angolanas e angolanos que se distinguem. Em várias áreas temos jovens que se distinguem tanto ao nível das licenciaturas, assim como ao nível da pós-graduação, nos mestrados e doutoramentos”.

Segundo o presidente do MPLA, a Universidade é hoje um espaço de diálogo, de partilha e de circulação de conhecimento que, uma vez colocados em prática, contribuem para a resolução dos inúmeros problemas sociais e estruturais ainda existentes no país.  Por isso, reiterou a necessidade dos estudantes aprenderem a escrever e a falar nas principais línguas estrangeiras, como o Inglês e o francês, bem como a aposta no estudo e investigação nas áreas das novas tecnologias.

"O aprendizado das línguas estrangeiras é importante para a rápida inserção em organizações regionais e globais. Queremos que, cada vez mais, os jovens angolanos estejam inseridos nestes organismos e façam carreira nestas organizações”, disse.


Qualidade e rigor no Ensino Superior

Para o período 2022-2027, João Lourenço assegurou que o MPLA vai trabalhar para um ensino de maior qualidade e rigor para os angolanos, para que alcancem melhores resultados na aprendizagem, com reflexo em pontuações mais elevadas na componente de educação do Índice de Capital Humano do Banco Mundial e alinhadas com as aspirações da Agenda 2063 da União Africana.

"Espero que tenham tido já contacto com o nosso Programa de Governo, estamos sempre abertos a novas contribuições, sobretudo vossas, vamos abraçá-las para que possamos juntos desenvolver o nosso país”, assegurou João Lourenço aos jovens universitários.

Garantiu que o MPLA, hoje com o país em paz, está atento aos problemas dos estudantes universitários. "Devemos juntos encontrar soluções para os nossos problemas, aliás, as universidades geram conhecimento que deve ser colocado ao serviço do país e da Humanidade”, disse, acrescentando que vai ser feita uma elevada aposta na promoção da investigação científica e na parceria com distintas instituições homólogas estrangeiras.

João Lourenço assegurou, ainda, que o diálogo permanente e mais estreito entre a academia e a sociedade, que ajude a melhorar a vida das pessoas no seu dia-a-dia, é algo a que um governo do MPLA dará a devida atenção. "As instituições de Ensino Superior terão a responsabilidade de garantir que este segmento seja eficiente em seus organismos e que possam aproveitar o potencial de seus formandos, sobretudo os mais jovens, para este domínio do sector universitário”, realçou.

João Lourenço sublinhou que a investigação científica é a alavanca que irá permitir às Instituições de Ensino Superior uma maior capacidade de estabelecer parcerias, de manter um diálogo permanente e profícuo com a sociedade e as comunidades onde estas instituições se inserem. Com esta visão, prosseguiu, estarão a permitir que o objectivo de ter universidades angolanas situadas entre as melhores de África e figurando no ranking mundial seja uma realidade.

"Só fala da formação com esta visão quem entende o valor estratégico da mesma. O MPLA tem esta visão, tem este interesse, e conta com todos vós para continuarmos a criar as condições para que tal ocorra. Estamos cada vez mais firmes e prontos para vos servir, para continuar a criar as condições necessárias para a vossa formação e para garantir o futuro das vossas famílias.Vamos fazer um forte investimento em novas infra-estruturas bem equipadas para o Ensino Superior, assim como na capacitação contínua do corpo docente, com vista à melhoria da qualidade do nosso Ensino Superior”, prometeu.

João Lourenço lembrou que os jovens universitários são a representação da força mais importante a ser formada nas distintas universidades do país, para que, unidos às distintas forças da sociedade, contribuam com o seu saber, a fim de gerar as transformações económicas e sociais de que o país ainda carece.

Felicitou os estudantes universitários e encorajou-os por terem conseguido ingressar na Universidade. "Tenho a plena certeza de que foi um esforço individual e também das respectivas famílias. Os meus parabéns são extensivos aos professores, que são fundamentais para a vossa formação”, disse reconhecendo o presidente do MPLA.

No acto, João Lourenço apresentou a candidata a Vice-Presidente. "Como sabem, as eleições vão eleger o partido que vai governar o país nos próximos cinco anos, o Presidente da República que vai governar o país, mas o Presidente da República tem sempre alguém que o auxilia nos seus trabalhos do dia-a-dia. E, desta vez, a nossa escolha recaiu a favor de uma senhora, de uma senhora académica. Portanto, de alguém que se sente como peixe dentro da água aqui no seio dos estudantes universitários. Trata-se da camarada Esperança Costa, que eu tenho o prazer de apresentar-vos”, disse ao som dos muitos aplausos dos estudantes universitários.

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