Sociedade

Japão reafirma apoio ao processo de desminagem

Edna Mussalo

Jornalista

O Governo do Japão vai continuar a apoiar o processo de desminagem em Angola, até 2025, ano estimado pelo país como meta para acabar com os engenhos explosivos no território nacional.

12/10/2021  Última atualização 05H50
Angolanos e japoneses trabalham para a erradicação de minas em todo o território © Fotografia por: Maria Augusta|Edições Novembro
A garantia foi deixada segunda-feira (11), em Luanda, pelo embaixador do Japão em Angola, Maruhashi Jiro, à saída de um encontro com a ministra da Acção Social, Família e Promoção da Mulher (MASFAMU), Faustina Alves.

A reunião, da qual tomou, igualmente, parte o ex-senador do Japão e presidente da Associação de Economia da Africana e Desenvolvimento, Yano Tetsuro, abordou "assuntos prioritários no domínio da desminagem" e o estreitamento das relações diplomáticas bilaterais entre os dois países.

Segundo o embaixador Maruhashi Jiro, o encontro surge no âmbito do acordo firmado, em Janeiro, com o Ministério das Relações Exteriores, na sequência do qual o Japão doou a Angola dois milhões de dólares para ajudar no processo de desminagem.

O embaixador do Japão garantiu a continuidade do apoio do seu Governo, para que Angola implemente projectos em vários sectores e para o cumprimento do objectivo de estar livre das minas até 2025.

Por seu lado, a ministra da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, Faustina Alves, salientou que o Japão é um parceiro antigo de Angola em vários sectores chave. Acrescentou que o acordo contribui significativamente para que o país cumpra com a convenção de Ottawa, para que esteja livre de engenhos explosivos até 2015.
Faustina Alves apontou que o plano de desminagem vai libertar áreas que servirão para a construção de estruturas, como centros de captação de água. Referiu que o acordo consiste na doação de acessórios, máquinas de desminagens, num processo que vai contribuir para a livre circulação de pessoas e bens.


Convenção de Ottawa

 A Convenção sobre a Proibição do Uso, Armazenamento, Produção e Transferência de Minas Antipessoais e sobre a sua Destruição, mais conhecida como Tratado de Ottawa, proíbe o uso, a produção, a estocagem e a transferência de minas terrestres anti-pessoais.

A Convenção é uma parte da resposta internacional ao sofrimento generalizado causado pelas minas anti-pessoais e está baseada em regras consuetudinárias de Direito Internacional Humanitário, aplicável a todos os Estados.

 Estas regras proíbem o uso de armas, que pela sua natureza não discriminem entre civis e combatentes ou causem sofrimentos desnecessários ou ferimentos supérfluos. A Convenção foi aberta após a assinatura em Ottawa, em 3 de Dezembro de 1997 e entrou em vigor em 1 de Março de 1999.

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