Sociedade

ISCED pretende baixar taxa de analfabetismo

Rúben Brigolas*

O Instituto Superior de Ciências da Educação do Huambo (ISCED) pretende declarar, dentro de três anos, a taxa zero de analfabetismo nos bairros da província, no quadro do programa “Aprender para Brilhar”, levado a cabo, desde Abril, por aquela instituição de ensino superior.

05/09/2019  Última atualização 08H01
Contreiras Pipa | Edições Novembro © Fotografia por: Milhares aprendem a ler e escrever

A campanha de alfabetização, que decorre em diversas comunidades do Huambo, Caála, Ecunha, Cachiungo e Chicala Cholohanga, permitiu já alfabetizar cerca de 4.385 mil pessoas.

Segundo o director-geral do ISCED, Mário Rodrigues, a campanha é uma responsabilidade colectiva, que envolve diferentes actores sociais, uma vez que o analfabetismo é sinónimo de exclusão social e pobreza.
Mário Rodrigues fez estas considerações na abertura do programa alusivo ao Dia Internacional da Alfabetização, que se comemora a 8 de Setembro.
O ISCED participa na campanha com 530 alfabetizadores docentes e estudantes do terceiro ano, dos diferentes cursos.
O director do Gabinete Provincial da Educação considerou o analfabetismo um factor que retarda o desenvolvimento da sociedade. “A caminhada para o combate ao analfabetismo é longa. Mas, com determinação, seremos capazes de fazer aprender a ler e escrever 339 mil pessoas na província do Huambo”, disse Celestino Chikela.
No âmbito do Programa de Aceleração Escolar, foram capacitados professores para implementarem os módulos I, II e III, com o apoio do projecto “Sim eu Posso”.
A província conta com 18.025 mil alfabetizandos. O desafio da Direcção Provincial da Educação é, até 2020, baixar o analfabetismo a uma taxa de 20 por cento.
Calcula-se que existam 758 milhões de adultos que não sabem ler no mundo.

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