Economia

Investimentos registam excedentes no III trimestre

Os investimentos de angolanos a partir do exterior e de estrangeiros residentes no país, durante o III Trimestre de 2021, registaram significativa melhoria, acompanhados pelos investimentos em acções e outras aplicações no mercado financeiro, permitindo um excedente de 1 666,8 milhões de dólares.

11/01/2022  Última atualização 07H40
Investimentos © Fotografia por: DR
De acordo com o Banco Nacional de Angola (BNA), no relatório sobre a "Estatística Externa do III Trimestre de 2021”, a conta corrente mantém a sua trajectória positiva, tendo apresentado um saldo superavitário na ordem de 2 294,2 milhões de dólares norte-americanos, equivalente a 12,1 por cento do PIB.

O aumento das exportações de bens, com realce para o petróleo bruto, decorrente da recuperação do preço médio, contribuiu significativamente para o desempenho positivo da conta corrente, não obstante o aumento das importações de bens e serviços.
O desagravamento do défice dos rendimentos primários contribuiu, igualmente, para a melhoria da conta corrente.

 
Investimento internacional

Ainda no terceiro trimestre de 2021, a posição líquida do investimento internacional, registou uma melhoria do défice na ordem de 7,2 por cento, tendo-se cifrado em 26 092,3 milhões de dólares norte-americanos, como resultado do aumento dos activos financeiros na ordem de 5,0 por cento.

O "stock” das reservas internacionais brutas registou uma acumulação de 1 381,3 milhões, ao passar de 14 878,5 milhões de dólares norte-americanos no final de 2020 para 16 259,8 milhões de dólares norte-americanos no terceiro trimestre de 2021, correspondentes a uma cobertura de cerca de 9,6 meses de importação de bens e serviços.

O BNA assinalou, ontem, a nota de dólar a ser transaccionada no mercado cambial por 550,928 kwanzas, enquanto o euro por 622,824. O indicador do mercado cambial acentua a maior valorização do Kwanza.


  RCEP
Maior acordo comercial do mundo já vigora


O maior acordo comercial do mundo já está em vigor. Chama-se Parceria Económica Abrangente Regional (RCEP, na sigla em inglês) e foi assinado por 15 países da Ásia-Pacífico. De acordo com o português Jornal de Negócios, ao todo, engloba cerca de um terço da população mundial e é visto como uma vitória geopolítica da China na liberalização do comércio, apesar da incerteza provocada pela Covid-19.

O acordo entrou formalmente em vigor a 1 de Janeiro deste ano. Na prática, cria uma zona livre de comércio, que abrange a China, Japão, Coreia do Sul, Nova Zelândia e Austrália e outras dez economias do Sudeste Asiático (Indonésia, Tailândia, Singapura, Malásia, Filipinas, Vietname, Birmânia, Camboja, Laos e Brunei). Assim, o RCEP cobre mais de 30 por cento da população e da riqueza produzida em todo o mundo. Assinado em Novembro de 2020, o mega acordo comercial resulta de vários anos de negociações que começaram em 2012, com a China a apresentar uma proposta de uma aliança no Pacífico para dar resposta aos planos do então Presidente norte-americano Barack Obama de avançar com o Acordo Transpacífico (TPP, sigla em inglês).

O TPP de Barack Obama acabou por ser descartado pelo sucessor, Donald Trump, mas ainda assim a China não desistiu dos planos para seguir com a implementação do RCEP.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Economia