Economia

Investimentos na digitalização da banca pode encarecer serviços

Vânia Inácio

Jornalista

O Estado deve participar no processo de digitalização da banca angolana, sob pena dos sistema bancários imputarem os custos dos investimentos aos clientes com cobranças de taxas e comissões, muitas vezes, acima da média do mercado mundial.

20/11/2021  Última atualização 10H15
© Fotografia por: DR
A informação foi prestada pelo Coordenador " científico" do IIº Congresso angolano de direito bancário, Nelson Prata. O"desafios da digitalização da banca angolana" esteve em debate. 

De acordo com o coordenador do evento, a falta de energia e internet acaba por ser um grande problema para esta transição e o "BNA deve juntar a sinergia com o sistema bancário" no sentido minimizar eventuais custos com o aumento da capacidade de energia e internet, que os bancos poderão estar sujeitos com o processo de digitalização da banca. 

Para Nelson Prata, o sucesso dos desafios da digitalização passa ainda, além da necessidade dos  bancos equiparem a sua tecnologia, pela  capacitação dos profissionais e num terceiro nível capacitar os próprios clientes, "porque se assim não for, de nada valerá tantos esforços para promoção desta transição".  

Disse ainda que o Mobile Money e a moeda digital  vem dar prova a questão da banca angolana se digitalizar e acompanhar o ritmo da revolução mundial, "sob pena de sermos ultrapassados". 

 " O Mobile é resultado daquilo que tem sido o processo da moeda digital internacional. é prova de que a banca mundial virou-se para o digital e Angola tem de acompanhar esta realidade e é importante que os bancos enveredem por este caminho".

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