Política

“Investimento colossal” para o sector da Saúde

O Presidente da República anunciou, ontem, que o Executivo está a fazer um “investimento colossal” no sector da Saúde, anunciando, para o próximo ano, o início das obras de seis novos hospitais, nomeadamente, em Viana e Cacuaco (província de Luanda), Cunene, Ndalatando (Cuanza-Norte), Sumbe (Cuanza-Sul) e Caxito (no Bengo).

16/10/2021  Última atualização 08H50
© Fotografia por: DR
João Lourenço adiantou que cada hospital terá, pelo menos, capacidade para 200 camas. "Hoje, mais do que nunca, estamos a reforçar os cuidados primários de saúde e a aumentar o acesso da população aos médicos de família nos municípios”, disse, ainda, o Titular do Poder Executivo, acrescentando que estão a ser mobilizados recursos financeiros de linhas de crédito, para a construção dos hospitais da Catumbela, Bailundo, Dundo, Malanje e Uíge, a reabilitação e ampliação do Hospital Américo Boavida, em Luanda, e a conclusão do Hospital Geral de Mbanza Congo, no Zaire.
"Com este investimento colossal em infra-estruturas de saúde a este nível central e provincial, que poderá ficar concluído entre 2023 e 2024, a nossa perspectiva é passar para a fase seguinte, investindo em unidades menores de proximidade, na rede de cuidados primários de saúde, no município e no bairro”, disse.

O Presidente da República destacou, também, o empenho do Governo no combate aos efeitos da seca, com vários projectos em curso, incluindo as barragens do N´Due e Caluqueve, na bacia do rio Cuvelai, cuja conclusão, no prazo de dois anos, "resolverá, em termos muito significativos, o problema da falta de água no Cunene”.

João Lourenço assinalou que, além da pandemia da Covid-19, as calamidades naturais que assolaram o país agravaram o nível de vulnerabilidade das populações, com destaque para o fenómeno da seca na região Sul do país, com maior incidência nas províncias do Cunene, Namibe, Huíla e Cuando Cubango.

O executivo acudiu "de maneira emergencial à situação da seca no Sul de Angola, com um apoio em bens alimentares de cerca de 2.120 toneladas, que beneficiaram a mais de 778.867 famílias”, enunciou.A estiagem registada entre os meses de Setembro de 2020 e Fevereiro de 2021, afectou as culturas e causou a morte de animais, principalmente na região Centro e Sul do país, estimando-se que tenha afectado, de forma directa, cerca de 945.244 famílias camponesas.

João Lourenço falou, também, sobre os programas que o Executivo tem desenvolvido para reduzir a pobreza, como o Kwenda, cuja execução permitiu, até agora, o registo de 414.285 agregados familiares, do total de 1.608.000 famílias, que recebem uma renda trimestral de 25.500 kwanzas por família (36 euros).
Educação
O Presidente da República disse que o Executivo está a desenvolver acções estruturantes que visam promover a melhoria da qualidade do ensino em todo o país.

Os resultados das acções do Executivo no último ano, disse, confirmam e reforçam o compromisso com a melhoria da investigação científica, como é o caso da recente criação da Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico, "que acolhe uma antiga e legítima aspiração dos académicos, investigadores e estudantes do ensino superior, para o fortalecimento das instituições que se dedicam à Investigação e Desenvolvimento”.

Esta Fundação, referiu, tem a missão de gerir o orçamento que lhe é atribuído pelo Estado e captar financiamentos extra Orçamento Geral do Estado, para o desenvolvimento da investigação científica no país.

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