Economia

Investimento colectivo gera aumento de resultados

O valor líquido global dos Organismos de Investimento Colectivo (OIC), no primeiro semestre deste ano, teve um crescimento de 135,83 por cento em comparação ao período homólogo, tendo alcançado, o montante de 263,17 mil milhões de kwanzas.

02/12/2020  Última atualização 11H02
Segundo o relatório "Avaliação do Impacto da Covid-19 sobre o Mercado de Valores Mobiliários Angolano – Iº Semestre de 2020", produzido pela Comissão do Mercado de Capitais (CMC), contribuíram para este crescimento, a entrada em funcionamento de novos Fundos de Investimento Mobiliários (FIM) e de uma Sociedade de Investimento Imobiliário (SII), bem como o aumento do capital de um dos Fundos de Investimento Imobiliário (FII) existente.

Os segmentos do mercado de valores mobiliários angolano activos actualmente (mercado secundário de dívida pública, sob gestão da BODIVA, e a indústria de OIC) apresentaram performance positiva. Estes resultados foram notórios, pese embora a pandemia da Covid-19 tenha impactado negativamente, a economia mundial, os mercados financeiros a nível mundial e a economia nacional.

  Negociação na Bodiva

Em Angola, a Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA), apresentou um comportamento contrário ao verificado em outras partes do mundo, ou seja, a bolsa apresentou um comportamento regular ao longo do semestre, sem grandes oscilações para baixo, tendo mesmo alcançado o maior valor alguma vez negociado num mês, 150,45 mil milhões de kwanzas, em Junho.

Em termos acumulados, de Janeiro a Junho de 2020, o volume de negociação na BODIVA foi de 627,16 mil milhões, registando um aumento de 46,90 por cento, face a igual período de 2019 (426,94 mil milhões). Embora estejamos num período marcado pela Covid-19, em que existem grandes incertezas por parte dos investidores, a bolsa nacional apresentou uma performance positiva.
O bom comportamento da bolsa nacional deveu-se ao aumento do nível de negociação de obrigações do tesouro indexados à taxa de câmbio (OT-TX), na ordem dos 38 por cento, e de OT-NR, na ordem dos 49 por cento.

Efeitos adversos

Tal como em outros países, principalmente os produtores de petróleo, a queda do preço desta commodity nos mercados financeiros internacionais, devido à pandemia da Covid-19, afectou também negativamente a economia nacional, uma vez que as exportações angolanas são fortemente dependentes desta commodity. As novas projecções apontam para uma contracção do PIB real na ordem de 3,6 por cento.

A dívida pública atingiu cerca de 113 por cento do PIB em 2019 e poderá ascender aos 123 por cento em 2020, caso as condições económicas internacionais não melhorem substancialmente.
Com o propósito de minimizar os efeitos da pandemia sobre a economia nacional, o Executivo angolano por via do Decreto Presidencial nº 98/20, de 9 de Abril, adoptou um conjunto de medidas imediatas, económicas e financeiras, de alívio aos efeitos negativos provocados pela Covid-19.

Entre as quais, o alargamento do prazo de liquidação do Imposto Industrial, com o propósito de se aliviar e garantir maior liquidez às empresas; a autorização de diferimento do pagamento da contribuição para Segurança Social (contribuição de 8 por cento do total da folha salarial) referente ao IIº trimestre de 2020, para pagamento em seis parcelas mensais, durante os meses de Julho a Dezembro de 2020, sem formação de juros.

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