Economia

Investimento aprovado supera os 500 milhões

A Agência de Apoio ao Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX) aprovou, até ao presente mês de Novembro, 57 projectos avaliados em 502 milhões de dólares, declarou ontem, em Luanda, o presidente do Conselho de Administração, Licínio Vaz Contreiras.

29/11/2018  Última atualização 05H14
Contreiras Pipa | Edições Novembro © Fotografia por: Presidente do Conselho de Administração da AIPEX (centro) apresenta a nova lei

Em declarações à imprensa, depois da apresentação da Nova Lei de Investimento Privado, avançou que todos os projectos aprovados vão gerar postos de trabalho e substituir as importações, promovendo mais exportações dos produtos nacionais.
Licínio Vaz Contreiras indicou o mel, café, sal, rochas ornamentais, pescados e frutas tropicais como os produtos nacionais que podem ser exportados para o estrangeiro. “Queremos aumentar o número de investimentos e apoiar os produtores nacionais a remover os constrangimentos que os impedem de exportar com regularidade”, disse.
O responsável considerou importante garantir apoio financeiro adequado às empresas nacionais, para melhorarem a rotulagem, embalagem e o aspecto dos seus produtos. “O Estado pode apoiar o produtor dando prioridade às compras dos seus produtos pelos grandes consumidores que são as Forças Armadas Angolanas e a Polícia Nacional”, apontou.

Nacionais em frente
As empresas nacionais representam 70 por cento dos investimentos aprovados pela AIPEX, superando os negócios de investidores estrangeiros que só chegam aos 30 por cento. “Nós queremos acelerar os investimentos naqueles sectores que substituem as importações e geram exportações”, acentuou.
Licínio Contreiras informou que a nova Lei do Investimento Privado garante benefícios fiscais aos projectos localizados em regiões distantes do litoral, se estiverem integrados nos sectores prioritários traçados pelo Executivo angolano.
“A nova lei reduz os impostos de Aplicação de Capitais, Industrial e Predial Urbano em taxas que vão dos 25 aos 85 por cento, dependendo da região em que se implementa o projecto”, disse, acrescentando que os benefícios podem durar dois anos, se for em regime geral, e oito, no regime especial.

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