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Intervenção militar na RDC permitiu resgate de 30 reféns

Pelo menos 30 reféns fugiram esta sexta-feira (3) dos rebeldes das Forças Democráticas do Congo (ADF), depois dos exércitos do Uganda e da República Democrática do Congo (RDCongo) terem atacado os territórios do grupo no nordeste da RDCongo.

03/12/2021  Última atualização 18H31
Reféns fugiram dos rebeldes © Fotografia por: DR
O coordenador dos grupos da sociedade civil na província de Ituri, Jean Bosco Lalo, disse à agência de notícias Efe que os reféns aproveitaram a confusão dos ataques dos exércitos para fugir. "Os reféns conseguiram escapar e estão agora a ser tratados pelo exército", explicou Lalo.

Segundo o coordenador, os reféns incluíam também um cidadão da Tanzânia. Na terça-feira, a RDC e o Uganda iniciaram uma operação militar conjunta para derrotar os rebeldes das ADF nascidos no Uganda, declarou à Efe a porta-voz do exército ugandês, Flavia Byekwaso. Desde então, soldados de ambos os países têm levado a cabo ataques aéreos e terrestres no leste da RDCongo, e já atingiram pelo menos quatro campos dos rebeldes armados, segundo fontes oficiais.

A medida surgiu depois das autoridades ugandesas acusarem as ADF - agora sediadas perto da fronteira comum do Uganda com a RDCo - de organizar três atentados bombistas suicidas dentro do seu território em Novembro.Por outro lado, o Governo congolês responsabilizou as ADF por uma série de ataques mortais contra civis que ocorreram no Kivu Norte e províncias vizinhas de Ituri (nordeste) desde 2018.

Segundo dados compilados pelo Barómetro de Segurança Kivu (KST), as ADF já mataram mais de 2.050 pessoas em 363 ataques desde 2017 no nordeste da RDCongo. Contudo, os objectivos da milícia não são claros para além de uma possível ligação à organização terrorista do Estado Islâmico (EI), que por vezes reivindica a responsabilidade dos ataques. Embora o Grupo de Peritos das Nações Unidas (ONU) na RDCongo não tenha encontrado provas de apoio directo do EI às ADF, os Estados Unidos identificaram, desde Março, os rebeldes como uma "organização terrorista estrangeira" filiada ao grupo 'jihadista'.


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