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Inteligência Militar mostra caminhos para sair da pobreza

Estácio Camassete | Huambo

Jornalista

O Serviço de Inteligência e de Segurança Militar promoveu, sexta-feira, no Huambo, uma palestra, subordinada ao tema “Como sair da pobreza”, dirigida a universitários, para motivá-los a investir mais no conhecimento e buscar elementos que levem a combater o fenómeno.

05/06/2022  Última atualização 09H11
© Fotografia por: DR

O representante do Serviço de Inteligência e de Segurança Militar, brigadeiro Francisco Ramos da Cruz, considerou o tema transversal à realidade angolana, tendo afirmado que a pobreza gera pobreza e o investimento gera riqueza.

"Para tal, era necessário trazer este tema em debate, e se perceber e encontrar algumas soluções em pleno espaço académico, considerado lugar ideal para se discutir,” frisou Francisco Ramos da Cruz.

O professor e sociólogo Luís Capucha, que dissertou o tema "Como sair da pobreza”, disse que o problema preocupa, por causa dos índices elevados em todo o mundo, que indicam que há menos pessoas com disponibilidade para elevar o contributo qualificativo para um determinado país.

O académico disse que os programas de combate à pobreza têm trazido bons resultados e implicam que se mobilizem políticas integrais e multidimensionais ao fenómeno, e para tal, é preciso trabalhar com as pessoas e tratar alguns problemas de necessidades básicas, para que a sociedade se desenvolva e a economia cresça, o que promove mais emprego e melhora a qualidade de vida.

"A solução deste problema depende das intenções e políticas de favorecer iniciativas na lógica da economia circular, porque geram serviços, que se tire proveito dos recursos que existem e responder às necessidades e que as pessoas sintam tais políticas que geram, simultaneamente, satisfação das necessidades, bem como a riqueza, emprego e educação”, disse.

Luís Capucha, que é director do Departamento de Ciências Políticas Públicas do Instituto Universitário de Lisboa, defendeu que a pobreza é um fenómeno social que pode ser combatido com práticas certas, paciência e persistência, o que não se resolve de um dia para o outro, nem se alcança com um golpe mágico.

Disse que a pobreza pode ser absoluta, onde se considera pobre o indivíduo ou famílias com recursos tão escassos que não permitem assegurar a sua subsistência e prover as suas necessidades básicas como alimentação, água, segurança e saúde.

"A fome relativa tem a ver com as famílias, cujos recursos não lhes permitem viver segundo os padrões normais da sua sociedade, e a pobreza subjectiva se instala na cabeça das pessoas que se consideram elas mesmas pobres.


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