Sociedade

Intelectuais angolanos no manifesto contra o racismo

Um grupo composto por 15 intelectuais de vários países, entre os quais Angola, manifestou-se, contra o racismo no mundo e apelou ao combate a estas práticas “abomináveis”.

25/05/2022  Última atualização 08H10
© Fotografia por: DR

Numa carta em que tivemos acesso, alegam que "o crescimento do racismo tomou de novo proporções de ameaça clara e imediata, em todos os continentes e todos os grandes grupos raciais”.

No manifesto, assinado por intelectuais brasileiros, franceses, portugueses, cabo-verdianos, guineenses e são-tomenses, e que integra o jornalista Raimundo Salvador e os escritores Jonuel Gonçalves e José Eduardo Agualusa, de Angola, estes lembram que o "racismo é crime contra a humanidade, seja qual for a cor dos agressores e dos agredidos”.

Para eles, os disfarces principais "são chamados identitarismo ou fundamentalismo religioso” e que grande parte desta ameaça está organizada em "grupos financiados pelo grande capital ou por capital delinquente”.

Identificam o tipo de discurso e apontam que têm em comum a afirmação da "pureza racial”, negando resultantes históricas e culturais obtidas apesar  ou contra as opressões, as discriminações e os poderes do atraso.

Assumindo serem "não raciais”, sublinham ainda que a questão da "raça” em nada nos define e que se combate a sua utilização para definir cidadania, criar antagonismo e perseguições.   

Apelam no sentido da construção de sociedades não raciais, pois, sustentam, "a intimidação e as tentativas de estigmatizar são atitudes abomináveis que têm de ser confrontadas sem medo”.

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