Economia

Integração em blocos regionais é prioridade

Victorino Joaquim

Jornalista

Angola considera prioritária a integração na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e na Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA), no quadro de processos harmoniosos e progressivos, afirmou, ontem, em Luanda, o secretário de Estado para o Planeamento.

23/07/2021  Última atualização 08H45
Milton Reis realça a importância de as empresas nacionais adoptarem a competividade como meta © Fotografia por: Mavitidi Mulaza | Edições Novembro
Milton Reis, que falava durante o briefing bissemanal do Ministério da Economia e Planeamento com a imprensa, realçou que, no domínio da integração, figura, também, o trabalho em curso com a União Europeia (UE) para a adesão de Angola ao Acordo de Parceria Económica EU-SADC, onde se destacam os valores da liberalização do comércio.
A parceria económica UE-SADC é um acordo de comércio livre assinado em 2016 para a eliminação gradual das restrições comerciais entre os dois blocos regionais, envolvendo cinco países da União Aduaneira da África Austral (África do Sul, Botswana, Eswatini, Lesoto e Namíbia), bem como Moçambique.

O secretário de Estado chamou a atenção dos empresários implantados em Angola para que, no quadro das noções do comércio livre, aproveitem as oportunidades de investimento para obterem o potencial de produzir à escala e de adoptarem preços competitivos.

Para o responsável, a opção de importar para superar a escassez de alimentos e outros bens não constitui a solução, visto que exige a aplicação de recursos financeiros só disponíveis na economia se houver produção nacional.

Nos últimos três anos, lembrou, a banca aprovou 795 projectos no âmbito do Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI), em operações que Milton Reis considerou sustentáveis e susceptíveis de contribuir para o aumento da produção em diversos sectores.

O secretário de Estado referiu estatísticas a confirmarem que a contracção do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,4 por cento, registada no primeiro trimestre, foi influenciada pela evolução negativa do sector do petróleo e gás, que caiu 18,6 por cento, enquanto o sector não petrolífero teve um desempenho positivo, crescendo 3,8 por cento mercê das acções de apoio ao produtor configuradas pelo PRODESI, com maior incidência sobre o Comércio, Pescas e Agricultura.

Devido ao impacto da pandemia da Covid-19, os sectores da Construção, Transportes e Indústria Transformadora constituem o grupo que mais está a ressentir-se dos efeitos da crise, tendo contraído 31,5, bem como 15,6 e 3,7 por cento.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Economia