Desporto

'Insultos' de Piquet a Lewis Hamilton criticados em distintas reacções

O campeonato de Fórmula 1, a Mercedes e Federação Internacional do Automóvel (FIA) reagiram em uníssono a declarações consideradas preconceituosas do antigo piloto Nelson Piquet para com o piloto Lewis Hamilton.

29/06/2022  Última atualização 08H40
© Fotografia por: Dr

Surgiram agora imagens de uma entrevista ao antigo piloto brasileiro, dada em Novembro ao canal Motorsports Talk, no YouTube, em que analisa um acidente entre Hamilton e Max Verstappen no GP britânico de Silverstone no ano passado.

Piquet chama Hamilton de "neguinho". "O neguinho (Lewis Hamilton) meteu o carro e deixou. É uma curva em que não dá para passar dois carros. Ele fez sacanagem. A sorte dele é que só o outro (Verstappen) se f****”, afirmou Piquet, relativamente à tentativa de ultrapassagem de Hamilton no GP da Grã-Bretanha de 2021.

"Linguagem discriminatória ou racista é inaceitável de qualquer forma e não deve fazer parte da sociedade. O Lewis é um embaixador incrível do nosso desporto e merece respeito", diz o comunicado da Fórmula 1.

A Mercedes também divulgou uma declaração de apoio ao seu piloto: "Condenamos nos termos mais fortes qualquer uso de linguagem racista ou discriminatória de qualquer tipo".

"A FIA condena fortemente qualquer expressão racista ou discriminatória, que não tem lugar no desporto ou na sociedade. Prestamos a nossa solidariedade a Lewis Hamilton e nosso apoio ao seu compromisso pela igualdade, diversidade e inclusão no desporto a motor", diz a FIA.

 

Piloto inglês responde

Ontem, Lewis Hamilton recorreu às redes sociais para responder a Nelson Piquet. "Imaginem...", escreveu inicialmente Hamilton, em resposta a um tweet onde um utilizador deixou uma sugestão... insólita: "E se Lewis Hamilton escrevesse: 'Quem raios é Nelson Piquet?', e depois fechasse o Twitter...".

Numa nota mais séria, o piloto da Mercedes começou por deixar uma mensagem em português. "Vamos focar-nos em mudar a mentalidade" , antes de desenvolver o tema: "É mais do que linguagem. Estas mentalidades arcaicas precisam de mudar e não têm lugar no nosso desporto. Tenho estado rodeado e sido atingido por estas atitudes durante toda a minha vida. Já houve muito tempo para aprender. Chegou a altura de agir".

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