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Instituto proíbe venda da água da marca “D’ouro”

A água mineral de marca “D´ouro” está proibida de ser comercializada, por atentar contra a saúde , alertou, na quinta-feira, a chefe de Departamento de Apoio ao Consumidor e Resolução de Litígios do Instituto de Defesa do Consumidor (INADEC).

07/03/2020  Última atualização 13H12
M. Comércio © Fotografia por: Consumo da água pode resultar num surto de cólera e outras doenças

Juliana Gonga disse que o consumo da água “D’ ouro”pode provocar a epidemia ou surto de cólera, devido às bactérias detectadas, que causam diarreia constante e fezes com sangue. Acrescentou que há ainda casos de perda de apetite, enjoos, vómitos, dentre outros males. 

Informou que das análises realizadas pelo Laboratório Central do Serviço Nacional de Controlo de Qualidade dos Alimentos, constatou-se a descoberta de bactérias existentes na água de mesa “D'ouro”.
Escherichia Coli é uma bactéria bacilar Gram-negativa que se encontra normalmente no trato gastrointestinal inferior dos organismos de sangue quente. Já o Coliformes são grupos de bactérias indicadoras de contaminação, formados pelos géneros Escherichia, Citrobacter, Enterobacter e Klebsiella.
A responsável esclareceu que após a descoberta pelo INDC, encerrou-se a fábrica e a instituição colocou nos mercados e em outros estabelecimentos comerciais brigadas no sentido de retirarem o produto, para evitar a contaminação da população.
A fábrica, que colocou no mercado a água mineral de marca “”, está localizada no Golfo II e pertence ao grupo NOÊCHIN Limitada. A denúncia foi feita por alguns consumidores e por 70 por cento dos funcionários da referida empresa, que não concorda com o manuseamento do produto.
Juliana Gonga diz desconhecer a actual quantidade de água fabricada e a que foi distribuída nos mercados.
A equipa de inspecção do INADEC constatou, no terreno, as más condições do local e do manuseamento dos produto.
Tendo em conta os problemas de saúde que podem surgir em consequência do consumo deste produto, a responsável pediu aos consumidores que denunciem os comerciantes que colocarem à venda a referida água, através da linha azul do INADEC.
De acordo com a chefe de Departamento de Apoio ao Consumidor, estão, também, em curso análises laboratoriais de mais seis marcas de água mineral, suspeitas de serem impróprias para o consumo.
Reservada a revelar as marcas, sem que se conclua as provas finais, Juliana Donga garantiu que depois dos resultados serão dadas a conhecer as marcas para melhor prevenção dos cidadãos.

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