Regiões

Instituto perspectiva revitalização da produção do café em Angola

Marcelo Manuel | Ndalatando

Jornalista

A introdução de mudas de café melhoradas, com recurso às tecnologias de adubação e irrigação, bem como o apoio financeiro aos cafeicultores são premissas do Instituto Nacional do Café de Angola (INCA) para alavancar o sector que regista uma produção média anual de 6.050 toneladas.

28/08/2021  Última atualização 16H06
© Fotografia por: DR
José Mahinga, director-geral adjunto para Área Técnica do INCA, disse ao Jornal de Angola que a produção actual se caracteriza por plantações velhas, trabalho de base familiar e fraco nível tecnológico nos cerca de 36 mil hectares de área proveitosa, comparado aos 600 mil hectares do país no passado.

Dados recentes indicam o registo de 6.400 toneladas de café robusta em 2018 contra 4.245 de 2019 e 5.570 de 2020, enquanto a colheita de arábica se situou em 110 toneladas (2018), 124 (2019) e 480 em 2020. Os principais destinos das exportações foram foram Portugal, Espanha e Líbano.

Segundo o responsável do INCA, com os 6.050 toneladas de café comercial, o país gerou 100 mil 833 sacos de 60 quilogramas nos últimos 12 meses e acredita em dias melhores caso haja mais investimentos no sector. 

De acordo com José Mahinga, Angola, em 2020, exportou mil 662 toneladas de café verde (27.701 sacos de 60 quilos), encaixando um milhão, duzentos e sessenta mil, seiscentos e oitenta dólares norte-americanos. E a Administração Geral Tributária (AGT) arrecadou 41.492.944,40 kwanzas.

Devido ao fraco investimento, a actual produção do café angolano tem sido variável e nivelada por baixo, comparativamente ao tempo colonial (1973), período em que o país chegou à terceira posição de maior produtor mundial do "bago vermelho”.

Na altura, a produção nacional situava-se em cerca de 230 mil toneladas por ano. Hoje, apesar de possuir terras aráveis favoráveis para produção em grande escala, a realidade mostra que Angola retrocedeu no cultivo e na exportação do café.

Em Abril do corrente, o INCA anunciou que para um real funcionamento da cadeia cafeícola e das culturas do cacau, caju e da palmeira de dendém seriam necessários mais de 150 milhões de dólares norte-americanos, para investir neste sector, a nível do país.

O valor serviria para aumentar o número de produtores no processo, bem como recuperar grande parte do parque cafeícola e infra-estruturas utilizadas anteriormente para a produção em grande escala do café, além de pôr em funcionamento todas as roças e fazendas.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Regiões