Economia

Inscrições para os lotes continuam tumultuadas

As opções estabelecidas para as inscrições mantiveram ontem, pelo terceiro dia consecutivo, as transacções de lotes infra-estruturados da centralidade do Kilamba num ambiente tumultuado, envolvendo mães com bebés ao colo, mulheres grávidas e jovens ansiosos em conseguir marcar um lugar na lista de pré-candidatura às aquisições.

12/12/2019  Última atualização 11H38
Alberto Pedro|Edições Novembro © Fotografia por: Um dos 30 efectivos da 51ª Esquadra destacados para o local de inscrições dialoga com um candidato

A operação e as condições em que ocorrem levaram à mobilização de 30 efectivos da Polícia Nacional, três viaturas e duas motorizadas disponibilizadas pela 51ª Esquadra, do Kilamba, um dispositivo que se revelou insuficiente para perfilar mais de dois mil candidatos que, de forma recorrente, tentavam invadir as duas pequenas salas contentorizadas montadas no terreno para o registo dos interessados.

Victória Augusto, responsável pela equipa de efectivos escalados para o asseguramento, avançou ao Jornal de Angola que o comportamento desordeiro de muitos cidadãos devia-se à ansiedade para realizarem as candidaturas que decorrem até 10 de Janeiro de 2020.
Terência João, gestora de recursos humanos de uma empresa privada, encontrava-se com a filha de nove meses ao colo na primeira fila indiana, onde contavam-se mais de uma dezena de mães com os filhos entre os braços.
Residente na centralidade do Kilamba, a gestora paga todos os meses 80 mil kwanzas num apartamento T3, pelo que ambiciona por um terreno naquela área, uma vez que considera a centralidade um local urbanizado e com qualidade de vida. “Estou aqui na fila com a minha bebé desde as três da manhã e não penso em sair daqui sem o comprovativo de inscrição”, disse.
A gestora de recursos humanos desconhece os moldes de pagamento e acredita que cada lote comercializado se enquadra na tabela salarial dos funcionários com renda superior a 200 mil kwanzas. Uma parte considerável dos candidatos que fazia a inscrição desconhecia o valor inicial para cada metro quadrado, estipulado em 115 dólares.
Mãe de três filhos, a gestora de 32 anos de idade, acredita que, com os cinco milhões de kwanzas que mantém a prazo numa das instituições bancárias do país, ser-lhe-á possível pagar os 20 por cento exigidos na altura da assinatura do contrato.

Empresário interessado
Sandrach Vunge é um empresário que se deslocou ao local de vendas da EGTI para efectuar a inscrição de um lote com dimensões acima dos 500 metros quadrados, com objectivo de erguer um stand automóvel.
Sandrach Vunge afirmou a nossa reportagem que os preços facilitam aos pequenos empresários que pretendem investir na centralidade onde, na sua opinião, já há um grande número de consumidores.
A chefe de departamento de vendas da Direcção de Marketing e Vendas da EGTI, Elba Jorge, connfirmou que o processo está na fase de pré-candidatura aos lotes infra-estruturados e encerra no dia 10 de Janeiro de 2020. “Vamos depois chamar os candidatos e explicar os moldes de pagamento dos lotes que poderá ser negociado com o cliente”, explicou.
Os candidatos que tenham adquirido habitação em projectos do Estado serão excluídos dos lotes habitacionais unifamiliares, sendo elegível apenas aos munícipes sem residência. “Aos que pos-suem residência adquirida ao Estado, apenas podem inscrever-se aos terrenos projectados para negócio, que terão um desconto de 20 por cento”, disse.
A responsável explicou que existem lotes para vários usos, sendo o mais pequeno o de 15/25, que resulta em 375 metros quadrados.
Quanto ao pagamento das habitações, adiantou que os preços vão ser negociados nas taxas mais baixas do mercado, sendo necessário, no acto do contrato, o pagamento de 20 por cento, com o restante a ser pago em parcelas de até 60 meses.
Lembrou que o preço médio dos lotes é de 115 dólares, ao câmbio do mercado primário, por cada metro quadrado de área bruta de construção do projecto vai sofrer um desconto de 60 por cento.
A pré-candidatura pode ser feita online através do site: da empresa ou presencialmente no stand de vendas do Kilamba. Os interessados poderão aderir aos terrenos para a construção de habitação (vivenda e prédios), comércio, ensino, saúde, cultura e lazer.

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