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Influenciadora digital Neth Nahara recebeu soltura

Maiomona Artur | Cacuaco

A influenciadora digital Ana da Silva “Neth Nahara”, que tinha sido detida, na sexta-feira, depois de submetida ao primeiro interrogatório para a legalização da detenção, recebeu, este sábado, soltura.

25/09/2022  Última atualização 06H29
Neth Nahara acusada de incitar violência nas redes sociais © Fotografia por: DR

Neste momento, o magistrado do Ministério Público ordenou a soltura de Neth Nahara, mediante termo de identidade e residência, com apresentação periódica quinzenal.

A influenciadora digital, que reside, há uns anos, nos Estados Unidos, foi detida pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC), na Vila Cativa, no município de Cacuaco, acusada de crimes de incitação à violência nas redes sociais.

O porta-voz do SIC, superintendente Manuel Halaiwa, referiu que a infractora, de 30 anos, numa das suas últimas lives mandou um dos seus seguranças privados na sua residência efectuar disparos de arma de fogo, do tipo AKM, sem motivo aparente.

"A cidadã vai responder por estes factos, na sua apresentação ao Ministério Público, como se pode ver no vídeo que foi produzido e circulado nas redes sociais, por apresentar uma clara apologia à violência e intimidação às pessoas”, explicou Manuel Halaiwa.

O oficial do SIC sublinhou que a detenção é o resultado de um conjunto de acções de inteligência e investigação criminal que visou a identificação e localização por disseminação de um vídeo nas redes sociais, cujo condão circunscreve-se na incitação à violência e na alteração da ordem pública.

Manuel Halaiwa fez saber que a arma usada no disparo na residência já está apreendida, ao passo que decorrem diligências complementares para a detenção do referido segurança, que se encontra em fuga.

O oficial do SIC realçou, ainda, que a instituição tem recebido denúncias sobre a disseminação de vídeos, áudios e textos, através das diversas plataformas digitais (Facebook, WhatsApp e Instagram), com conteúdo que incitam à violência, rebelião e ultraje ao Estado, seus símbolos e Órgãos, factos previstos e puníveis na Lei Penal vigente.

Face a esta situação, o SIC desenvolveu um conjunto de acções operacionais, que permitiram identificar e deter 12 indivíduos, que, de forma isolada ou em grupos, têm estado a financiar e a promover a disseminação dos referidos áudios e vídeos, com o objectivo de semear insegurança, ódio e o pânico no seio das populações.

O SIC, através do seu Departamento de Investigação Criminal do Aeroporto Internacional de Luanda, procedeu, ainda, detenções de duas cidadãs, uma por apresentar-se no acto da viagem com um visto falso para a República de Espanha.

Apurou-se que o visto foi conseguido por via informal, através de um funcionário angolano na Embaixada de Espanha, tendo elas desembolsado cerca de 1.900.000 kwanzas.

Foi, também, detido um vietnamita, de 30 anos, por pretender embarcar para o Dubai, com 26 quilogramas de marfim, já trabalhado, e chifres de rinoceronte.

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