Economia

Inflação ficou abaixo da meta do Governo

A taxa de inflação acumulada de 2018 abrandou para 18,60 por cento, abaixo da previsão inscrita pelo Governo no OGE daquele ano e inferior em 5,07 pontos percentuais à de 2017, situada em 23,67, apurou o Jornal de Angola junto do Instituto Nacional de Estatística (INE).

15/01/2019  Última atualização 09H56
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O técnico de Departamento de Estatísticas Económicas e Financeiras do INE Carlos Pedro apresentou on-tem, à imprensa, as variações mensal e homóloga do Índice de Preço ao Consumidor Nacional (IPCN) referente ao mês de Dezembro e do ano de 2018, sublinhou que o Governo cumpriu a meta estabelecida para a inflação acumulada inscrita no Orçamento Geral do Estado (OGE), fixada em 19 por cento.
A mensal de Dezembro ascendeu ligeiramente a 1,41 por cento, cerca de 0,09 pontos percentuais mais que em igual mês de 2017, segundo os números apresentados por Carlos Pedro.
O Índice de Preço no Consumidor mensal de Luanda também subiu 0,12 pontos percentuais em termos ho-mólogos - a 12 meses -, para 1,51 por cento, mas a variação homóloga registou uma significativa queda de 8,05 pontos percentuais, para 18,21 por cento.
Carlos Pedro avançou que a classe de “Alimentação e bebidas não alcoólicas” foi a que mais contribuiu para a taxa de inflação do mês de Dezembro, com 0,69 pontos percentuais, seguida das classes de “Bens e serviços diversos”, “Vestuário e calçado”, com 0,15 pontos percentuais cada,  e “Mobiliário, equipamento doméstico e manutenção”, com 0,11 pontos.
As classes com maior variação, indicou, foram a de “Bebidas alcoólicas e tabaco”, com 2,73 por cento, “Bens e serviços diversos”, com 2,06, “Vestuário e calçado” com 2,01 por cento e “Alimentação e bebidas não alcoólicas”, com 1,53 por cento.
Os produtos que mais contribuíram para o IPCN foram o tomate, serviço de cabeleireiro, coxa de frango, refrigerantes, carapau fresco e congelado, miudezas de vaca, carne bovina, cerveja importada, arroz agulha, frango congelado e despesas de serviço matrimonial.
A lista inclui, ainda, o leite em pó e condensado, batata-rena, fuba de milho, açúcar branco, óleo de soja, análises clínicas, massa tomate, carvão, água de colónia e ovos de galinha. As três províncias em que os preços subiram mais durante o mês de Novembro foram Bengo, com 2,20 por cento, Lunda-Norte, 1,87, e Zaire, com 1,82.
Carlos Pedro explicou que a inflação de 2018 reflectiu-se no aumento do poder de compra da população, conduzindo ao aumento da poupança nas famílias e empresas. “Esta desaceleração na taxa de inflação dá maior estabilidade para os seus rendimentos, resultando em menos esforço monetário para os consumidores”, disse.

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